irritado
Fulô reclama de demissões e cobra concurso público na Prefeitura
Ele se disse preocupado com a paralisação de serviços essenciais para a população e citou o caso do Centro de Reabilitação Nilmo Júnior
17 de Outubro de 2012, 17h43
O vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), líder do prefeito no Legislativo, se mostrou inconformado com as demissões em massa promovidas pelo prefeito Ananias Filho (PR), que segundo informações da Secretaria de Administração do Município, podem atingir até 1.900 funcionários contratados sem concurso público.
Fulô se disse preocupado com a paralisação de serviços essenciais para a população e citou o caso do Centro de Reabilitação Nilmo Júnior e o Laboratório Central, que sofreram um corte de técnicos e enfermeiros. "Tem coisa que é prioridade sim. Eu sei que se ele (prefeito) pode até ir para a cadeia se não cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal, ficar sem poder disputar eleição, mas tinha que ter pensado nisso antes. Tem lugar que não pode mexer. A saúde já está ruim, e agora vai piorar", disparou.
Visivelmente irritado, ele assumiu parte da culpa pela situação e cobrou a realização de um concurso público. "É preciso fazer logo um concurso público e nós precisamos parar de votar projetos do Executivo autorizando a contratação de funcionários temporários. Nós também somos culpados. Eu votei para contratar funcionários. Temos que ver com o prefeito Ananias se ele tem como lançar o edital (convocando o concurso público) para o próximo prefeito fazer o concurso assim que assumir", propôs Fulo.
Ele afirmou ainda que procurará se reunir com o prefeito para discutir o assunto, acompanhado da bancada governista na Câmara. "Eu sou líder do prefeito, mas nem por isso tenho que concordar com isso não. Mandar gente que limpa o chão embora? Gente, eles ganham tão pouco! Nós temos que falar com o prefeito. Eu sei da sua responsabilidade, mas algumas coisas têm que ser prioridade. Não dá para tirar da saúde e da educação das crianças, tem que tirar de outro lugar. O prefeito tinha que ter compaixão, pois são amigos da gente que fizeram compromisso até dezembro", pontuou o vereador.
Segundo o prefeito, a causa das demissões seria uma determinação do Tribunal de Justiça do Estado, que teria tido origem em uma ação iniciada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur). Ele também alega a necessidade de cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe o gestor deixar dívidas de curto prazo para seu sucessor.
Apesar do prefeito garantir a manutenção de todos os serviços essenciais, informações dão conta que enfermeiros e técnicos em enfermagem lotados no Pronto Atendimento (PA) foram demitidos e, por conta da falta desses profissionais, o atendimento à população tem sido prejudicado.