CADEIA PÚBLICA
Advogados não poderão entrar em unidade com celular e serão revistados em Primavera
Medida foi tomada após um advogado tentar passar aparelho para um reeducando, em agosto deste ano
17 de Outubro de 2017, 14h38
Advogados com clientes na Cadeia Pública de Primavera do Leste terão que passar por revista e não poderão mais entrar na unidade com aparelhos celulares. A medida já é uma recomendação da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), mas só foi acatada pela unidade após um advogado tentar passar um aparelho para um dos recuperandos, no mês de agosto.
As revistas devem ocorrer por detectores de metais, como a "raquete" e o "portal de revistas". Não será necessário o contato físico dos agentes com os advogados, e nem mesmo haverá a necessidade de se despirem.
Outra medida de segurança é a instalação de uma sala específica para os advogados. Anterior ao fato os profissionais tinham livre acesso a sala dos agentes penitenciários. Porém, com a implantação das novas regras isso não será mais permitido. "A sala dos agentes é uma área restrita, composta por armamento e equipamento de segurança. Para evitar qualquer tipo de atrito entre os agentes e os advogados, deixamos destinado uma sala para eles", explicou o diretor Santos.
A prisão do advogado que culminou nessa medida aconteceu após o cliente dele ser flagrado com um celular escondido no chinelo. Ele teria passado o aparelho por debaixo da porta do parlatório (local reservado para conversas entre presos e advogados), e o detento teria feito um corte e escondido o aparelho celular e alguns chips no calçado.
Depois de um mês do fato o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB de Mato Grosso, como medida cautelar, decidiu suspender por 90 dias o exercício do advogado, em decisão absoluta de votos. Vale destacar que até o final do mês de março de 2018 um novo julgamento deve ser realizado pela Ordem.