ERROS REFRATIVOS

Cirurgia refrativa restaura a visão e promove qualidade de vida

Realizado com técnicas modernas e avançadas, o procedimento é rápido e seguro, sem a necessidade de internação. O resultado é mais autonomia e uma nova perspectiva para enxergar o mundo.

por Da redação

17 de Outubro de 2026, 07h19

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Divulgação

Quem depende de óculos de grau está sujeito a diversos desafios: lentes que embaçam quando a temperatura muda ou ao praticar atividades físicas, o desconforto de uma armação pesada ou mal ajustada, a dificuldade para enxergar o relógio ao acordar e a necessidade de limpar as lentes constantemente, entre outros contratempos que podem surgir no dia a dia. Além disso, é preciso manter o grau sempre atualizado para garantir a nitidez da visão.
 

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, é de que cerca de 40% dos brasileiros usam óculos ou lentes de contato para correção de miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia. “Boa parte dessas pessoas desconhece que é elegível para cirurgia de correção do erro refrativo, podendo eliminar ou reduzir drasticamente a dependência do dispositivo”, afirma o Dr. Edmundo Martinelli, oftalmologista que encabeça o projeto de modernização tecnológica das cirurgias refrativas do H.Olhos no ABC paulista.
 

O médico diz que “os erros de refração ocorrem quando há variações no formato do olho ou na curvatura da córnea - camada transparente que recobre a frente do globo ocular, fazendo com que a luz seja focada fora do ponto ideal. Na visão considerada ideal, ela é focalizada diretamente sobre a retina - camada fina de tecido nervoso localizada no fundo do olho, responsável por transformar a luz em impulsos elétricos que o cérebro converte em imagens. No caso da presbiopia, o próprio envelhecimento provoca perda da elasticidade do cristalino, a lente natural do olho”.
 

Principais tipos de erros refrativos
 

Dr. Martinelli explica cada um dos erros refrativos:

  • Miopia: Ocorre quando o olho é mais longo do que o normal ou a córnea (camada transparente que recobre a frente do olho) é muito curva. A imagem se forma antes da retina, tornando objetos distantes embaçados.
  • Hipermetropia: Ocorre quando o olho é mais curto do que o normal ou a córnea é plana demais. A imagem se foca atrás da retina, dificultando principalmente a visão de perto (e exigindo esforço visual para longe).
  • Astigmatismo: Causado por uma irregularidade na curvatura da córnea (que assume um formato parecido com uma bola de futebol americano em vez de uma bola de basquete). A luz se espalha em múltiplos pontos, gerando visão distorcida ou com sombras, tanto para perto quanto para longe.
  • Presbiopia ("Vista Cansada"): Perda natural da elasticidade do cristalino associada ao envelhecimento (geralmente após os 40 anos), dificultando o foco para leitura e tarefas de perto.

Os avanços na medicina oftalmológica tornaram as cirurgias refrativas procedimentos rápidos, seguros e altamente eficazes para corrigir imperfeições na focalização da luz nos olhos. De acordo com o oftalmologista, “enquanto armações de óculos limitam a visão lateral e lentes de contato podem ressecar os olhos, a cirurgia devolve a amplitude do campo de visão sem obstruções físicas. Também afasta o risco de dores de cabeça e cansaço visual provocados pelo esforço constante de acomodação do olho”.
 

Tipos de cirurgia refrativa
 

Atualmente, os procedimentos se dividem entre técnicas a laser de alta precisão para remodelar a curvatura da córnea e o implante de lentes intraoculares. “Para fazer a cirurgia de correção do erro refrativo é fundamental a avaliação de um oftalmologista, com base em exames detalhados. Os principais requisitos são: ser maior de idade, estar com o grau estabilizado há pelo menos um ano, ausência de doenças oculares como ceratocone e glaucoma, córnea com espessura adequada e formato regular”, esclarece o Dr. Martinelli.
 

O oftalmologista cita as principais técnicas cirúrgicas:

  • LASIK: o cirurgião cria um pequeno e fino "flap" (lamela) na camada superficial da córnea, levanta essa camada, aplica o Excimer Laser para remodelar o tecido interno e reposicionar o flap. Indicada para tratar presbiopia, miopia, hipermetropia e astigmatismo moderados a altos, em pacientes com espessura corneana adequada.
  • PRK: diferente do LASIK, a camada mais externa da córnea (o epitélio) é suavemente removida para a aplicação direta do laser na superfície. Uma lente de contato terapêutica sem grau é colocada sobre o olho por alguns dias, até que o epitélio se regenere sozinho. Indicado para pacientes com córneas mais finas, assimetrias leves ou praticantes de esportes de contato (pois não há criação de flap).
  • SMILE: técnica minimamente invasiva realizada com um laser de femtossegundo. O laser desenha e esculpe um pequeno disco de tecido (lentícula) dentro da córnea, que é removido por uma microincisão de cerca de 2 a 4 milímetros. Indicado para miopia e astigmatismo.
  • Lentes Intraoculares Fácicas: indicadas quando a espessura da córnea não permite o uso de laser ou quando os graus são extremamente altos. Lentes de altíssima tecnologia são implantadas dentro do olho, na frente ou atrás da íris, para corrigir a refração sem alterar a estrutura da córnea.

No campo da inovação tecnológica, o Dr. Martinelli reforça a suíte Zeiss, equipamento de ponta para o tratamento da presbiopia, miopia, hipermetropia e astigmatismo. “A plataforma digital combina o laser de femtossegundo VisuMax 800 e o excimer laser MEL 90, possibilitando máxima eficiência, agilidade e segurança nas cirurgias refrativas. O procedimento é realizado somente com anestesia tópica, feita com colírios anestésicos, proporcionando um pós-operatório com recuperação muito rápida”, completa o médico do H.Olhos.

Com o avanço da tecnologia, as cirurgias refrativas se consolidaram como tratamentos seguros e eficazes. O procedimento demora de cinco a 15 minutos por olho e o paciente volta para casa no mesmo dia, sem a necessidade de internação. Em poucos dias é possível retomar as atividades habituais com o mínimo de desconforto, mais autonomia e uma nova perspectiva para enxergar o mundo. Se você possui algum erro refrativo e quer ficar livre dos óculos, converse com o oftalmologista para conferir se preenche os requisitos para a cirurgia.