Decisão da Prefeitura adia novamente solução para sistema de videomonitoramento
17 de Novembro de 2012, 10h04
Emblemático. Assim foi o desfecho da questão das câmeras de segurança que deveriam fazer o videomonitoramento da movimentação nas ruas centrais da cidade. A licitação que deveria resolver o problema foi cancelado e os rondonopolitanos continuarão desprovidos do serviço - que, aliás, nunca funcionou.
A novela das câmeras começou logo após a implantação dos equipamentos, que custaram mais de um milhão de reais. A expectativa era que o sistema ajudasse a controlar o trânsito e auxiliasse a polícia na investigação e prevenção de crimes na região central da cidade.
A ideia era ótima, até porque pesquisas mostram que o uso de câmeras de vídeo ajuda a reduzir em até 30% os índices de criminalidade nas áreas monitoradas. Mas os equipamentos pararam de funcionar já nos meses seguintes à 'inauguração' e a licitação recém-cancelada era uma das promessas para resolver o problema.
A Prefeitura alega que não homologou a licitação porque a empresa vencedora é a mesma que instalou os equipamentos e, como não prestou um bom serviço, não merece confiança. O Buxixo até concorda, afinal, como vimos nos últimos anos, a empresa parece mesmo incapaz. Mas faltou explicar porque permitiram então que esta empresa participasse da licitação. Seria para ter uma 'desculpa' para anular o certame, como fizeram?
É difícil saber a quem interessa impedir que Rondonópolis tenha um sistema de videomonitoramento eficiente. Mas o 'descaso' dispensado ao assunto pela gestão atual e também pelo ex-prefeito José Carlos do Pátio exemplifica bem a aversão existente a tudo que possa representar transparência, eficiência e modernidade.
Ainda bem que está acabando...