“SALVAÇÃO”
Senador José Medeiros volta a defender PEC 241 em Brasília
17 de Novembro de 2016, 10h26
O senador mato-grossense José Medeiros (PSD) voltou a rebater, ontem, o argumento de que a aprovação da PEC 55 (antiga 241) possa prejudicar o orçamento da Saúde e Educação.
Vice-líder do presidente de República, Michel Temer (PMDB), no Senado Federal, e grande defensor da proposta de emenda à Constituição que impõe um teto aos gastos públicos, Medeiros afirmou que os partidos de oposição acabaram criando um mito sobre o assunto e disseminaram como se fosse uma verdade.
"Vou citar aqui principalmente o Partido dos Trabalhadores e seus anexos, os partidos que os acompanham. Eles acharam uma bandeira para bater. Mesmo quando a PEC ainda estava sendo gestada, começaram uma discussão de ser contrários e criaram alguns mitos. Estão criticando o que a PEC não diz", argumentou o parlamentar.
Aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado, a PEC já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora segue para o Plenário da Casa para ser apreciada pelos 81 senadores.
A previsão é que a primeira votação do texto seja realizada até o dia 29 de novembro e a segunda, em 13 de dezembro.
Para o senador, a aprovação da matéria responde ao anseio da maioria dos brasileiros e deve tornar-se um dos fatores de grande importância na recuperação econômica do país, que sofre com a crise financeira.
"O que estamos fazendo é exatamente o que a população pedia. Diziam que se aumentavam impostos, mas não se mexia nos gastos públicos. O governo de repente falou 'Então vamos mexer nos gastos públicos'. Aí vêm essas pessoas dizendo que é a PEC do Fim do Mundo, mas eu digo que é a PEC da Salvação", defendeu Medeiros.