APÓS DENÚNCIA DO MPE

Pais de adolescente que matou Isabele vão responder por fraude, corrupção de menor e homicídio culposo

A denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), foi recebida pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da 8ª Vara Criminal de Cuiabá.

por Estevan de Melo - de Cuiabá

17 de Novembro de 2020, 09h51

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O empresário Marcelo Cestari e sua esposa Gaby Soares de Oliveira Cestari, pais da adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, em julho deste ano, na Capital, passam a ser réus pelos crimes de homicídio culposo, entrega de arma de fogo a menor, fraude processual e corrupção de menores. Marcelo Cestari ainda vai responder sozinho por posse ilegal de arma de fogo.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), foi recebida pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da 8ª Vara Criminal de Cuiabá. A decisão é de segunda-feira (16) e o caso está em segredo de Justiça.

 Na denúncia, o promotor Milton Pereira Merquiades relata que houve clara negligência do casal no caso, destacando que eles permitiram que a filha tivesse acesso à arma disparada e também a outros armamentos que estavam na casa no dia do crime.

"Com efeito, os denunciados, como pais, tendo o dever de cuidado, proteção e vigilância dos seus filhos, foram extremamente desidiosos e omitiram-se nos seus relevantes papéis legais, em especial, da menor (...), ao não impedir seu acesso as armas de fogo, culminando com esta desferindo, seja culposamente ou não, um disparo fatal em face da vítima menor Isabele", afirmou o promotor.

Além disso, Merquiades destacou que o empresário e a esposa tentaram modificar parte da cena do crime.

"Observa-se dos autos que, após ocorrido o evento fatídico em face da menor vítima Isabele, uma equipe do Samu foi acionada, sendo que, no momento em que adentraram à residência, perceberam que a denunciada Gaby estaria recolhendo vários apetrechos de manutenção de arma de fogo, os quais encontravam-se sob uma mesa na sala da residência", disse o promotor.