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Galindo afirma que está 'entregando a casa em ordem' ao novo prefeito de Cuiabá

Segundo o prefeito, cerca de R$ 15 milhões estão sendo deixados no caixa do município para efetuar pagamentos

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

17 de Dezembro de 2012, 14h00

Galindo afirma que está 'entregando a casa em ordem' ao novo prefeito de Cuiabá
Galindo afirma que está 'entregando a casa em ordem' ao novo prefeito de Cuiabá

A prefeitura de Cuiabá entrará 2013 com saldo positivo, afirma o prefeito Chico Galindo. Segundo o prefeito, o seu sucessor, Mauro Mendes receberá o Palácio Alencastro com cerca de R$ 15 milhões em caixa. Galindo aproveitou e afirmou que está deixando a 'casa em ordem'. 

No próximo 1º de janeiro, toma posse em Cuiabá, o prefeito eleito em outubro, Mauro Mendes, e segundo Chico Galindo, irá encontrar em caixa R$ 15 milhões que serão destinados aos pagamentos referentes ao mês de dezembro. 

"Entrego a casa em ordem com superávit, coisa que há muito tempo não se via. Com recurso a mais na área de Saúde (R$ 100 milhões a mais) e cerca de R$ 15 milhões em caixa. Sempre passava déficit de R$ 30 milhões, R$ 40 milhões, R$ 50 milhões, mas este ano não vai passar", afirmou.

Além disso, Galindo aproveitou para lembrar que essa é a primeira vez em anos que a prefeitura não irá virar o ano no 'vermelho'. Segundo um balanço feito na administração, um superávit foi apresentado. O prefeito só não deixa mais recursos em caixa, devido as obras que estão em andamento na capital.

GALINDO É POP?

Em seus últimos dias na administração de Cuiabá, o prefeito aproveitou para falar sobre a 'rejeição' em cima do seu nome. Ele disse que é preciso ter coragem para tomar algumas atitudes que o tornaram 'impopular' na boca do povo.

Entre eles, está a servidora municipal da área da saúde. Entrevistada pelo GazetaMT, ela que não quis ser identificada, contou porque avalia negativamente a gestão de Galindo. "Para mim, ele foi infeliz com a saúde. Na minha área, pro exemplo, ele tirou o auxílio descolamento - valor pago para profissionais que atuam em policlínicas distantes - que era importante. E o pior, não justificou o motivo", contou.

"Além disso, a falta de investimento na saúde causou muitos contratempos, isso explica a quantidade de greves que tivemos nesses últimos meses. Em alguns lugares a falta de material é visível, os gerentes das policlínicas tiram do bolso para não faltar material, e assim, desmarcar o atendimento da população", finalizou a servidora. 

Resta agora esperar para que a partir do próximo dia 1º, na gestão de Mendes, a situação venha a melhorar. Já que foi assim que ele conquistou a vitória nas eleições municipais, prometendo mudanças. Mendes ficará na administração da capital durante o período crítico e importante, a Copa do Mundo de 2014.