REPASSE

Pagamento do FEX servirá para equilibrar contas

por GazetaMT

17 de Dezembro de 2017, 10h16

Pagamento do FEX servirá para equilibrar contas
Pagamento do FEX servirá para equilibrar contas

Mato Grosso deve começar a receber este mês o pagamento do Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações (FEX) referente ao ano de 2015. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ao governador Pedro Taques em reunião realizada na última terça-feira (15) em Brasília.

O repasse, adiantou o governador, será essencial para que o Governo do Estado consiga equilibrar suas contas, já que no mês de março, mesmo enfrentando queda na arrecadação do ICMS e redução nos repasses federais, o Governo estadual teve que desembolsar R$ 126.140.885,00 para o pagamento da dívida com o Bank of America.

"O pagamento deste auxílio nos ajudará a manter o caixa em dia e cumprir os nossos compromissos, priorizando o pagamento da folha de pessoal do estado, que está em torno de R$ 500 milhões ao mês", explicou o governador.

O valor do FEX 2015, a ser pago este ano, chega a R$ 450 milhões, sendo que 25% deste valor é destinado aos municípios mato-grossenses. Segundo a previsão do ministro da Fazenda, o pagamento do FEX será realizado em três parcelas no final dos meses de março, abril e maio.

O FEX é a compensação feita pelo Governo Federal aos Estados beneficiados com a Lei Kandir, que desonera o ICMS sobre exportações de produtos primários e semielaborados. A soma dos valores do FEX de 2015 e 2016 já chega a R$ 1 bilhão.

Além do FEX, o governo federal reduziu uma série de repasses a Mato Grosso no último ano. Segundo secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, somente no que se refere a empréstimos para investimentos, a redução foi de 78%. Isso significa dizer que, de cada R$ 100 previstos para investimentos, o governo federal repassou apenas R$ 22.

O secretário de Planejamento, Marco Marrafon, afirmou que a crise econômica enfrentada atualmente pelo país é maior que a prevista e que, por isso, as projeções apresentadas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) do Estado estão sendo revistas, assim como as metas de crescimento e as projeções para 2016.

Em 2015, a previsão apontava, por exemplo, para um crescimento de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, no entanto o que houve foi uma queda de 2,3%. O mesmo ocorreu com o PIB da União, que fechou 2015 com uma queda de 3,8%, índice pior que a previsão inicial.

Segundo Marrafon, há quatro causas principais para o agravamento da situação econômica de Mato Grosso: a frustração dos repasses que o Governo Federal deveria ter feito ao Estado; a variação do dólar, que aumentou consideravelmente o valor da dívida externa do Estado; a alteração dos índices de despesas obrigatórias, como o IGPDI, que elevou o valor da dívida interna; e a elevação dos gastos com pessoal, gerado pela manutenção de aumentos salariais concedidas a diversas categorias.