PROPINA

Buxixo segue acompanhando denúncia contra a Câmara de Rondonópolis

por GazetaMT

17 de Dezembro de 2018, 09h59

Buxixo segue acompanhando denúncia contra a Câmara de Rondonópolis
Buxixo segue acompanhando denúncia contra a Câmara de Rondonópolis

Desde a última semana, Buxixo segue acompanhando o caso relatado á coluna por uma fonte ligada a um grupo de empresários de Rondonópolis. Eles acusam vereadores do município de pedirem propina em troca da liberação de área próxima ao antigo aeroporto municipal.

A liberação se dá a um projeto do Poder Executivo, que tenta comprar o lite para a construção de um parque ecológico. Durante as negociações entre Prefeitura e proprietários da terra, parte da Casa de Leis teria interferido, exigindo que o preço fosse superfaturado. Na negociata, R$ 2 milhões em propina seriam repassados aos parlamentares.

O esquema teria sido articulado por um servidor do Poder Legislativo. A Casa de Leis ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. O Ministério Público deverá ser acionado nos próximos dias.

Entenda

O caso é sério, foi repassado à coluna por uma fonte antenada na movimentação política de Rondonópolis. Política e escusa: vereadores e servidor da Câmara pedindo propina para a liberação de área.

O tal servidor atuou na gestão do ex-prefeito Percival Muniz. A área em questão está localizada nas imediações do antigo aeroporto municipal de Rondonópolis, próxima a construção de um novo hospital particular. Pertence a um grupo de empresários e seria vendida à Prefeitura com o objetivo de construir um parque ecológico no local.

Até então estava tudo acertado. Exatos R$35 milhões. O valor fora combinado com a administração municipal e a área seria vendida. Eis que no meio da negociação, vereadores e o tal servidor interviram junto aos donos do terreno.

O acordo proposto pelos vereadores era o seguinte: recalcular o valor jogando a cifra para cima. Superfaturar o terreno e repartir a generosa sobra entre os parlamentares. Ou era isso, ou a Casa de Leis travaria o trâmite no processo de aprovação.

Pelas contas, a negociata renderia cerca de R$ 2 milhões para a Casa. Dinheiro sujo, propina. O tal servidor teria articulado o esquema.

A coluna segue apurando caso. Tem os nomes da maioria dos envolvidos na negociata. Em breve, mais detalhes do caso.