JANELA PARTIDÁRIA
Pichioni comenta saída do PR e já fala em terceira via na corrida pelo Executivo
Sobre o ex-partido, vereador acusa falta de perspectiva política e recomenda trabalho de base
17 de Março de 2016, 08h33
Sobre a recente saída do Partido da República (PR) e filiação ao Partido Social Democrático (PSD), o vereador por Rondonópolis Hélio Pichioni defendeu que o projeto já se desenhava há algum tempo. A abertura da janela partidária vinha sendo esperada como um próspero caminho ao que definiu como crescimento político. A escolha pelo PSD segue neste viés, somada, claro, ao alinhamento junto ao governo do Estado.
Com a maior bancada da Assembleia Legislativa (AL), o PSD se torna o partido da moda entre os migrantes parlamentares. Na abertura da janela partidária de 2016, chegaram do PR rumo ao PSD os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho, Wagner Ramos e Sebastião Rezende e no Senado, Blairo Maggi optou pelo mesmo rumo. A nível municipal, o partido, contando com o mais recente filiado Pichioni, chega a três membros no Legislativo.
Em comum, além da antiga e da nova sigla, os citados acima possuem a estratégia política diretamente ligada ao governo do Estado. Pedro Taques (PSDB) desponta e agrada a classe acompanhado do vice e Social Democrata, Carlos Fávaro. Abre-se, assim, o caminho para o que Pichioni classifica como possibilidade de crescimento. "A janela se abriu e procuramos um partido que para nós seria o melhor para sustentar uma eleição para prefeito e vereador. O desenho para o futuro é participar de uma coligação maior, juntamente com Taques e com o vice Carlos Fávaro", diz.
Na análise do vereador, o projeto Taques/Fávaro tem duração de 8 anos, e o elogia enquanto "diferencial". Pichioni conta, ainda, que sua amizade com Nininho o fez optar pelo PSD e que havia o compromisso da mudança em dupla.
Situação do PR
Questionado quanto ao enfraquecimento e situação, a curto prazo, de seu antigo partido, Pichioni defende que é preciso articulação junto às bases e outorga a responsabilidade para o presidente da sigla e senador Wellington Fagundes. "...as pessoas saíram por não ter uma luz no fim do túnel. O PR estava como se não tivesse ninguém na cabeça. Essa questão é que tem que ser mudada. Tem que ter vontade por parte do senador de conversar com os companheiros, trazer as pessoas. O PR é um partido forte, mas do jeito que está aí... Os dirigentes tem que conversar com suas bases". Mesmo em tom de crítica, o vereador garante que não há inimizade junto aos republicanos.
Eleições 2016
Ainda neste mês, inicia-se a fase de desenho do projeto eleitoral Social Democrático na corrida deste ano. Ainda aéreo quanto aos candidatos a prefeito, vice e coligações, Pichioni levanta a expectativa de que o PSD surgirá como terceira via na briga pelo Executivo. "Posso ser candidato a vice ou a prefeito, ainda não sabemos. Nesse momento sou candidato a vereador".
Outros tempos
Sobre a migração em massa para o PSD, o que fica evidente é que hoje, no partido, são outros tempos. Nada mais se comenta, por exemplo, quanto a personalidades que recentemente conduziram a sigla para o mais baixo nível em Mato Grosso, como o ex deputado José Riva, preso na Operação Célula Mãe, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Sobre este caso, no início do mês, outro habeas corpus foi negado pela Justiça e o ex parlamentar segue preso.