Mobilização

Vereadores de Pedra Preta aprovam Moção de Repúdio à PEC-37

Documento será encaminhado aos deputados e senadores e também à direção do Congresso Nacional

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17 de Abril de 2013, 07h00

Vereadores de Pedra Preta aprovam Moção de Repúdio à PEC-37
Vereadores de Pedra Preta aprovam Moção de Repúdio à PEC-37

Veradores destacaram que PEC-37 põe Democracia em riscos vereadores de Pedra Preta também estão na luta contra a aprovação da PEC-37, que pretende impedir os integrantes do Ministério Público de atuarem na investigação de crimes e irregularidades. Na sessão desta segunda-feira (15) eles aprovaram uma Moção de Repúdio que será encaminhada aos representantes do MP e também à direção do Congresso Nacional e aos deputados e senadores que integram a bancada de Mato Grosso.

No documento, os vereadores lembram que a atuação dos promotores em investigação é comum em quase todos os países civilizados do planeta - com exceção de Quênia, Uganda e a Indonésia. Para eles, a aprovação da PEC-37 representará um retrocesso grave que colocará em risco a própria Democracia.

Na Moção de Repúdio os vereadores de Pedra Preta elogiam a atuação dos policiais, mas lembram que todos eles tem vínculos com os poderes executivos estaduais e Federal - o que poderia comprometer o andamento de apurações envolvendo autoridades públicas.

Em outro ponto, o documento cita o escândalo do 'Mensalão' para lembrar que a investida contra o MP ocorre após os esforços que levaram à condenação de vários políticos e autoridades do alto escalão da República.

"Isso (o mensalão) repercutiu negativamente no plano político e agora está resultando na tentativa de retirar do cidadão brasileiro mais esse canal de investigação criminal que vem funcionando satisfatoriamente no Brasil", afirmam.

Os vereadores de Pedra Preta informaram também que a decisão de produzir a Moção de Repúdio tem o objetivo de demonstrar aos deputados e senadores que a sociedade também está se mobilizando através dos poderes 'que, de fato, estão inseridos geograficamente nas cidades', e pedem que os parlamentares federais 'não se curvem diante desse retrocesso criminal nacional'.