METRALHADORA
Selma acusa Eraí Maggi de interferência para cassá-la e dar posse a Fávaro no Senado
Senadora cassada disponibilizou vídeo nas redes sociais para oficializar sua despedida e diz que aproveitou mandato para trabalhar em prol do Brasil
17 de Abril de 2020, 14h54
Após ter a confirmação da perda do mandato pelo Senado Federal, a senadora cassada Selma Arruda (Podemos) gravou um vídeo e disponibilizou nas redes sociais para se despedir do cargo e aproveitar a oportunidade para acusar o seu sucessor, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), de utilizar meios ilícitos para derrubá-la do cargo e assumir o mandato de senador.
Selma citou nominalmente o empresário Erai Maggi como parte interessada para tirá-la do mandato de senadora da República por Mato Grosso.
“Hoje o Carlos Fávaro tomou posse do cargo, e não foi eleito pelo povo e utilizou muitos subterfúgios ilícitos para chegar onde chegou. Contou com o apoio dos poderosos do estado, como é o caso do Eraí Maggi”, disse.
Selma ainda rebateu a acusação de caixa 2, motivo pela perda do seu mandato, e declarou que durante o seu mandato não cometeu nenhum crime. E ainda ressaltou que no período de 16 meses como senadora da República trabalhou em prol da população brasileira.
“Digo para vocês que fui autora de diversos projetos de interesse do estado e do Brasil. Infelizmente tudo acabou dessa forma, então quero somente agradecer e pedir para que fiquem tranquilos. Não cometi crime de caixa dois e não abusei do poder econômico”, afirmou.
Selma ainda lançou suspeitas a respeito da rápida posse garantida a Carlos Fávaro e da impossibilidade de apresentar defesa para permanecer no mandato.
“Eu não consegui mover o processo, mas com certeza o Fávaro conseguiu uma liminar e conseguiu tomar uma posse virtual, e tinha que ser de forma rápida porque se eu recorresse ele não conseguiria o cargo”, disse.
Na reta final do vídeo, Selma contou que planeja se dedicar a advocacia e prestar auxílio as pessoas que foram vítimas de injustiça.
“Eu quero ajudar essas pessoas, eu preciso fazer algo com as pessoas que sofreram essa injustiça assim como eu”, revelou.
Mesmo com a decisão do TSE e do Senado Federal de declarar a perda do seu mandato, Selma Arruda ingressou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para permanecer no cargo. O pedido está concluso para julgamento no gabinete da ministra Rosa Weber.