fim da farra

Executivo manda projeto para Câmara revogando lei que autorizava venda de terreno do Município

O projeto pede a revogação da lei 7.503 de 13 de dezembro de 2012, que autorizava o Município a vender uma área pública de 6.400 m2

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17 de Maio de 2013, 09h27

Executivo manda projeto para Câmara revogando lei que autorizava venda de terreno do Município
Executivo manda projeto para Câmara revogando lei que autorizava venda de terreno do Município

A área foi vendida no final do ano passado na gestão do então prefeito Ananias Filho (PR), no episódio que ficou conhecido como a 'Farra dos Terrenos' - Foto Arquivo GazetaMTA prefeitura de Rondonópolis encaminhou nesta semana um projeto de lei para a Câmara que pede a revogação da lei 7.503 de 13 de dezembro de 2012, que autorizava o Município a vender uma área pública de 6.400 m2 (seis mil e quatrocentos metros quadrados) negociada no final do ano passado com a empresa Carolina Mineradora e Transportadora Ltda-EPP. A prefeitura já demonstrou não ter interesse em manter a propriedade e a área agora deverá ir à leilão.

A área foi vendida no final do ano passado na gestão do então prefeito Ananias Filho (PR), no episódio que ficou conhecido como a 'Farra dos Terrenos'. Anteriormente, havia um dispositivo legal que impedia que prefeitos em final de mandato vendessem áreas públicas, com o intuito de preservar o patrimônio dos cidadãos. Mas os vereadores aprovaram um projeto que suprimia o parágrafo 5º do artigo 148 da Lei Orgânica do Município, justamente o que proíbe a venda e alienação de patrimônio público por prefeitos em final de mandato.

De posse da 'autorização' legislativa, o ex-prefeito e agora secretário de Esportes do Estado, Ananias Filho, vendeu diversas áreas públicas na cidade, sob o argumento de que precisava do dinheiro para 'fechar' as contas da prefeitura no final de seu mandato.

Ciente da situação, o Ministério Público notificou o agora prefeito Percival Muniz (PPS) a declarar, de imediato, a nulidade da alienação e de diversas outras vendas de áreas feitas por Filho, alegando que haveria 'indícios de irregularidades' nas transações. Os 'negócios' do ex-prefeito continuam sob investigação.

Segundo os dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a empresa Carolina Mineradora e Transportadora Ltda-EPP, beneficiária da transação, foi uma das maiores doadoras de recursos para a campanha pela reeleição do ex-prefeito. A empresa pagou pela área R$ 320 mil, o que corresponde a cerca de R$ 50 por metro quadrado, valor considerado baixo pelos padrões do mercado imobiliário.  A área está localizada no loteamento Cidade Salmen e está caracterizada como parte da rua Amazonas.

O projeto de lei ainda vai tramitar pelas comissões da Câmara antes de ir à votação em Plenário.