BOMBEIRO TERIA SURTADO

Após quase 10 horas de negociações forças de segurança encerram ocorrência

Familiares do militar foram quem acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após ele ameaçar de tirar a própria vida

por GazetaMT

17 de Maio de 2019, 15h25

Após quase 10 horas de negociações forças de segurança encerram ocorrência
Após quase 10 horas de negociações forças de segurança encerram ocorrência

Desde as 11h, militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tentam negociar para que o militar saia da casa. (Foto: rede social)Atualizada 20h - Um militar do Corpo de Bombeiros, identificado apenas como cabo André, teve um surto psicótico, na manhã desta sexta-feira (17), e se mantém trancado dentro da própria residência em posse de uma arma de fogo, no Bairro Boa Esperança, em Cuiabá (MT). Familiares do militar foram quem acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após ele ameaçar de tirar a própria vida.

Quando a equipe médica chegou ao endereço, o bombeiro se trancou na residência e recusou atendimento, o que fez os médicos solicitaram o apoio da Polícia Militar. Desde as 11h, militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) tentam negociar para que o militar saia da casa é entregue a arma que estaria em posse dele.

A assessoria do Corpo de Bombeiros informou que o cabo desempenhou normalmente as funções dele no dia de ontem. A corporação está acompanhando a situação com as técnicas aplicadas em situações desse tipo.

O Comandante do militar, com quem tem um bom relacionamento, está negociado a saída dele, cuja única exigência é de que todos saiam da frente da residência. Ele será acompanhado pela Coordenadoria de Assistência Social, que está no local com uma psicóloga.

 O desfecho aconteceu no inicio da noite, às 19h30, quando o cabo aceitou conversar com o tenente-coronel Ronaldo Roque e outros familiares.

Segundo Roque, a ocorrência tinha um “estado incerto”, já que não se tinha a certeza que o militar estava armado e o risco que o próprio cabo e outras pessoas corriam.

“Essa situação incerta tornou necessário o uso de procedimentos padrões preventivos, como a negociação”, disse ele por meio de nota.

Ao todo, a negociação durou quase 9 horas. Após conversa com o militar, o entendimento foi pelo encerramento da atuação do Bope e outras equipes da Segurança, deixando o caso sob responsabilidade da família.