AFIADO
No trocadilho, Medeiros critica e mostra que não fica em cima do muro quando o assunto é impeachment
17 de Junho de 2016, 10h13
"Liderar não combina com grosseria;
Muito menos com teimosia;
Não se pode desprezar o diálogo;
Não adianta por culpa na imprensa;
Criar uma "conspiração" contra si para justificar falta de competência, não é atitude condizente com alguém em um posto tão importante.
Poderia estar falando de Dilma, mas desta vez é de Dunga"...
A declaração acima foi postada nesta semana pelo senador José Medeiros (PSD) em sua página oficial numa rede social. Engatado na demissão do então técnico da seleção brasileira Dunga o parlamentar lançou o oportuno trocadilho. O post -como se diz na web- do nobre vinha acompanhado de uma foto do agora ex-comandante canarinho numa expressão nada amistosa.
E não ficou por aí. A correlação do nosso fracassado futebol com o governo afastado de Dilma Rousseff (PT) tornou a pautar a página de Medeiros. Retirado um trecho em que se pronunciou nesta semana na Comissão especial que trata do impeachment de Dilma no Senado, o senador criticou a defesa da petista atacando o que chamou de desvio de foco. Junto ao vídeo em que se pronuncia, postou a legenda, novamente com sarcasmo: "Primeiro foi chamar de 'golpe', mas como não o é, não colou. Depois, a estratégia declarada é a de protelar a Comissão do Impeachment, o que também não será aceito. Não tendo argumentos sobre o fato, já que é visível os crimes ocorridos, a defesa de Dilma decidiu demonizar o presidente Michel Temer (...) Sinceramente, até me 'solidarizo' aos meus colegas petistas, mesmo porque convencer o Brasil que o 'bicho que mia' é cachorro, realmente é uma tarefa inglória...".
Há quem diga que Medeiros deveria ir com calma. Senador recente, talvez lhe falte agora certa malícia que poderá trazer prejuízo no futuro. Seja como for, tem sido o único senador deste Estado com peito de se posicionar.
José Medeiros, há de se reconhecer, jamais ficou em cima do muro.