Greve na Educação
Professores lotam Assembleia Legislativa em busca de uma mediação com o Governo
A principal pauta dos professores é a exigência do cumprimento da Lei 510/2013, que assegura a dobra do poder de compras dos salários.
17 de Junho de 2019, 16h15
Os Professores da rede estadual de educação lotaram dois auditórios da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na tarde desta segunda-feira (17), para uma Audiência Pública, convocada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto.
A categoria, paralisada há 21 dias, busca do Legislativo uma mediação com o Governo do Estado, que até o momento não apresentou uma proposta que atenda as reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep/MT). A principal pauta dos professores é a exigência do cumprimento da Lei 510/2013, que assegura a dobra do poder de compras dos salários. Eles também reivindicam a convocação dos aprovados no Concurso Públicos, para ocupar vagas livres nas escolas; cronograma de reforma para escolas em condições precárias; e ainda cobram do governo aplicação de leis que asseguram recursos para a Educação.
O encontro, foi articulado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que é suplente da comissão, a pedido do Sintep/MT. Para Lúdio, a audiência é uma oportunidade para dar voz aos professores. "O que queremos aqui hoje é um ambiente de diálogo para buscar uma mediação com o poder Executivo, para que o Governo contemple, mesmo que de forma parcial as reivindicações da categoria", explica o parlamentar.
A expectativa do presidente do Sintep/MT, Valteir pereira, é de que o Parlamento se posicione e que possa intermediar uma proposta que avance para o fim da greve. "Esperamos que através dos deputados o governo apresente um parecer. Pois o que suspende a paralisação é proposta e não havendo uma, a greve continuará por tempo indeterminado.", pontua Vanteir.
O presidente do sindicato critica a postura do governo, em relação a alegação de que menos da metade dos professores estão em greve. "O Governo fica perdendo tempo dele trazendo essas "asneiras", ele teria que se preocupar em apresentar uma proposta para a categoria e dizer se ele vai cumprir a constituição do Estado, então a quantificação que ele traz para tentar dizer que o movimento de greve aqui está fraconão é o que resolve, e é preciso primeiro saber se quem está trabalhando é porque está satisfeito com o Executivo ou por medo. Não era esse o posicionamento que esperávamos de um governo que se diz democrático", desabafa Valteir.
Assim que a greve teve início, no dia 27 de maio, o governo realizou o corte de ponto dos profissionais em greve. O Executivo se justifica através da crise que o Estado enfrenta no momento, para não atender as reivindicações da categoria. O governo de Mato Grosso já estaria em descumprimento com a Lei de Responsabilidade Fiscal Federal e Estadual, devido ao estouro do limite com gasto com pessoal.
