dependência
Políticas públicas antidrogas serão debatidas em audiência nesta quinta (18) na Câmara
A audiência foi solicitada pelo vereador Manoel da Silva Neto (PMDB), atendendo a um pedido do Conselho Municipal Antidrogas
17 de Julho de 2013, 09h48
A Câmara Municipal realizará nessa quinta-feira, 18, uma audiência pública para debater as políticas públicas de enfrentamento às drogas. A audiência foi solicitada pelo vereador Manoel da Silva Neto (PMDB), atendendo a um pedido do Conselho Municipal Antidrogas (COMAD).
De acordo com a presidente do COMAD, Cleuza Diniz, os pontos principais a serem discutidas serão a implementação do Plano Municipal Antidrogas e a proposta do vereador Manoel da Silva Neto, que propõe a internação compulsória de dependentes químicos em avançado estado de dependência.
"Não só esse, mas outros pontos também deverão entrar na discussão, pois temos um grande problema com a nossa juventude se envolvendo com drogas pesadas e muitos deles acabando com suas vidas e de suas famílias. Precisamos urgente de políticas públicas mais efetivas e eficazes no combate à dependência e também para prevenir que novos jovens entrem no mundo do vício e das drogas", informou.
Um dos pontos que devem gerar bastante polêmica deve ser a questão da internação compulsória dos dependentes químicos, já que estudantes e professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se mostraram contrários à ideia e inclusive já foram até a Câmara protestar contra a ideia da implantação da mesma na cidade. Eles dizem temer que isso signifique a volta dos manicômios, locais onde pessoas com algum tipo de distúrbio mental costumavam ser internados por longos períodos nesses locais, sem serem tratados como deveriam.
Na prática, ainda que se defina pela internação dos dependentes contra a sua vontade, não há uma clínica ou centro de recuperação na cidade para abrigar essas pessoas.
Para o presidente da Câmara, vereador Ibrahim Zaher (PSD), a solução para a criação de um espaço especializado para o tratamento e recuperação dos dependentes químicos seria a formação de um consórcio entre os municípios da região. "Esse é um problema que atinge a todos e os municípios precisam criar urgentemente mecanismos de controle e apoio aos dependentes químicos. Sei que há trabalhos preventivos, mas não podemos esquecer dos que já estão no mundo das drogas. Essa questão da internação compulsória é polêmica, até por que não há um local para onde se levar essas pessoas. Precisamos urgente de um centro de tratamento e acho que a melhor forma de viabilizá-lo seria a formação de um consórcio entre os municípios vizinhos", defendeu.
A Audiência Pública acontecerá na quinta-feira, 18, no plenário Ulysses Guimarães, a partir das 19:30 horas e é aberto à toda a população.