AVIÃO DO PÓ
Maggi cobra punição da Aeronáutica por informação falsa
17 de Julho de 2017, 08h24
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi -PP, decidiu não deixar barato a falsa informação de que o "avião do pó" interceptado e abatido com mais de 500 kg de cocaína teria decolado de uma fazenda pertencente a seu grupo empresarial. O caso ocorreu no final do mês passado e o boato partiu da própria Força Aérea Brasileira -FAB.
Uma vez vindo de fonte oficial, a história acabou comprada pela imprensa de todo o Brasil. Maggi e o grupo empresarial Amaggi contestaram a alegação. No dia seguinte, a Polícia Federal desmentiu o vacilo.
O ministro, então, foi pra cima. Segundo Maggi, o boato causou danos a ele e sua empresas e pediu punição ao responsável pela divulgação da mentira. Segundo o ministro, a Aeronáutica não se preocupou em checar o dado fornecido pelo piloto antes da divulgação. A reclamação deverá ser oficializada junto ao Ministério da Defesa.
A Aeronáutica ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido do ministro.
O caso
A apreensão do avião com a grande quantidade de droga ocorreu no dia 25 de junho, em Jussara, interior Goiás. O avião foi interceptado pela Força Aérea Brasileira.
No dia da operação, o piloto da aeronave Apoena Índio do Brasil, informou que decolou da pista da fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo de Parecis. A propriedade rural é arrendada pela empresa Amaggi.
No entanto, no dia seguinte, as investigações apontaram que o avião não decolou da referida propriedade. Foi descoberto que, na verdade, o avião carregado com a droga saiu da Bolívia e seria levado para São Paulo.