EXERCÍCIO ILEGAL DA PROFISSÃO

Falso farmacêutico é preso e farmácia irregular fechada pela Polícia Civil

O proprietário do estabelecimento disse que não possui formação acadêmica na área de farmácia e bioquímica

por Redação com assessoria PJC/MT

17 de Julho de 2020, 14h12

Foto: divulgação PJC/MT
Foto: divulgação PJC/MT

Uma farmácia irregular que funcionava em Porto Esperidião (MT) foi fechada, nessa quinta-feira (16) em ação da Polícia Civil do município. O proprietário do local que atuava irregularmente como farmacêutico foi autuado em flagrante por exercício ilegal da profissão, de expor a venda produto nocivos à saúde e crime contra a ordem tributária.

As diligências realizadas pela equipe da Polícia Civil de Porto Esperidião iniciaram após denúncia de que o suspeito possuía uma farmácia ilegal, em que atuava como farmacêutico sem possuir a devida formação na profissão, além de vender remédios sem receita médica.

Diante das informações, os policiais foram até a comunidade Vila Picada conseguindo localizar o estabelecimento comercial, que não possuía pintura ou fachada que identificasse o local como “farmácia”. Ao entrarem no estabelecimento, os policiais visualizaram uma prateleira de vidro com vários medicamentos expostos a venda.

Foto: divulgação PJC/MT

Questionado, o proprietário do estabelecimento disse que não possui formação acadêmica na área de farmácia e bioquímica. Sobre a origem dos medicamentos ele disse que comprava os produtos na cidade de Cáceres para revender em seu estabelecimento.

Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Porto Esperidião, onde foi interrogado e autuado em flagrante por exercício ilegal da farmacêutica, expor a venda produto de procedência ignorada e sem a devida autorização, e crime contra a ordem tributária.

Segundo o delegado, Edison Pick, todo material encontrado no estabelecimento foi apreendido e após perícia será dada a correta destinação. “Medicamentos vencidos e descartados serão destruídos pela Vigilância Sanitária. Os demais que estiverem aptos para utilização serão representados ao juízo para doação ao município de Porto Esperidião”, disse o delegado.

Foto: divulgação PJC/MT