denúncia

Sindicato é acionado por servidora da saúde que sofreu 'perseguição política'

Sem explicações, a Secretaria de Saúde do Estado, muda local do ponto da servidora, atuante na luta contra a privatização do MT Hemocentro

por YURI RAMIRES/ DE CUIABÁ

17 de Agosto de 2012, 09h31

Sindicato é acionado por servidora da saúde que sofreu 'perseguição política'
Sindicato é acionado por servidora da saúde que sofreu 'perseguição política'

O Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso (Sisma/MT) em nota oficial em seu site relata que uma servidora não identificada está sofrendo perseguição política pela participação do ato contra a privatização do Hemocentro do Estado.

Na tarde desta quinta-feira (16) a servidora. que trabalha no MT Homocentro -  recebeu um ofício da Secretaria de Estado de Saúde avisando-a que, a partir daquele momento, ela teria que bater seu ponto em outra unidade de Saúde. Apesar do ofício contar a informação, ele não trazia nenhum justificativa para explicar a mudança. 

A servidora denunciou ao sindicato, que por meio da assessoria jurídica está entrando com uma medida preparatória contra a Secretaria de Saúde para esclarecer o episódio. "O documento emitido vai pedir mais respeito aos servidores, com justificativa do por que da transferência e também a participação do servidor no processo de transferência, afinal o assunto é de interesse dele", afirma o advogado da Sisma, Lucas Bernardino. 

 SUSPEITAS

Sem motivação, a suspeita do sindicato é de que a mudança foi feita devido a articulação da servidora em atos contra a privatização do MT Hemocentro. Além disso, ela é formada em jornalismo e mantém contato direto com a imprensa, onde ajuda na divulgação dos trabalhos da unidade sem receber nenhum benefício financeiro, já que é servidora técnica de nível médio e não recebe por acúmulo de função.

Um servidor acredita que seja pelo trabalho que ela está desenvolvendo no Hemocentro . "A gente acredita que seja pelo trabalho que ela desenvolvo aqui, de lidar com a imprensa. Podem ter pensado que foi ela que mobilizou os jornalistas para ajudar a repercutir a questão da privatização do Hemocentro", comenta. 

EM LEI

De acordo com a legislação estadual, um servidor só poderá ter o ponto transferido de local se ele mesmo solicitar. É isso que deixa claro a Lei Complementar 04 de 15 de outubro de 1990. Ela especifica no capítulo I - Do Provimento, Seção VI, parágrafo único onde diz, "A transferência far-se-á a pedido do servidor, atendendo a conveniência do serviço público". 

A presidente do Sisma, Alzita Ormond, está preocupada com os rumos da suposta 'ditadura' na saúde. "O servidor agora não pode demonstrar sua posição política? Não pode se expressar? Imagina se esse absurdo vira moda!", comenta a presidente, que está tomando todas as providências para evitar perseguição dos servidores.

 Com informações da assessoria de imprensa.