Mudo
Deputados rejeitam sessão secreta e diretor da Petrobras mantém silêncio em CPMI
Paulo Roberto Costa evocou o direito de ficar calado e não responder as perguntas dos parlamentares na Comissão Parlamentar de Inquérito
17 de Setembro de 2014, 15h39
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa evocou o direito de ficar calado e não responder as perguntas dos parlamentares na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista que investiga denúncias de irregularidades na estatal. O acusado entrou na sala da comissão às 14h58, acompanhado de uma advogada e disse logo que não falaria.
"Boa tarde a todos. Vou me reservar ao direito de ficar calado ", disse Costa.
Diante do silêncio do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, alguns parlamentares da CPI Mista que investiga irregularidades na estatal tentaram aprovar um requerimento para transformar a reunião desta quarta-feira (17) em secreta. O pedido formal, do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), foi rejeitado por 10 votos a 8 e causou divergências entre senadores e deputados.
A esperança dos que defendiam o sigilo era de que Paulo Roberto pudesse dar informações sobre seu acordo de delação premiada com o Ministério Público e a Polícia Federal.
O deputado Enio Bacci (PDT-RS) lembrou que todos receberam informações sigilosas que não poderiam ser mencionadas em sessão aberta e que a reunião "precisava render". A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), por sua vez, foi contra o fechamento das portas da sala, visto que o acusado já havia dito que nada responderia.
Reações
Com o silêncio do ex-diretor, o relator Marco Maia (PT-RS), abriu mão de continuar suas perguntas e passou a palavra a outros inscritos. A postura do acusado irritou alguns parlamentares. O deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) chegou a dizer que Paulo Roberto é um bandido.
"Não é minha primeira CPI e, sempre que um bandido veio aqui, usou do expediente de não falar. Eu quero dizer que estamos diante de um bandido que saqueou a Petrobras",afirmou.
A reunião começou pontualmente às 14h30 e está sendo realizada na sala 2 da Ala Nilo Coelho do Senado, lotada por parlamentares, assessores e jornalistas.