FRIGORÍFICOS

Investidores estão confiantes no mercado de abate em Mato Grosso

por GazetaMT

17 de Setembro de 2016, 12h00

Investidores estão confiantes no mercado de abate em Mato Grosso
Investidores estão confiantes no mercado de abate em Mato Grosso

"Apesar do papel constitucional, a CPI dos Frigoríficos também tem o objetivo de deixar um legado para a sociedade mato-grossense", esclareceu o presidente da CPI, deputado Nininho

Duas novas testemunhas prestaram depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos, no decorrer desta semana. Conforme anunciou o primeiro-secretário da Casa, deputado Ondanir Bortolini (PSD). O representante das empresas Brasfri S/A, Arantes Alimentos e Frigorífico Valo do Guaporé S/A, Aderbal Luís Arantes, foi um dos depoentes, e explicou que o grupo como um todo passa por recuperação judicial, sendo que uma das plantas instaladas em Nova Monte Verde foi leiloada e arrematada pelo fundo de investimento Atacama. O representante da planta frigorífica Mataboi, instalada em Rondonópolis, José Augusto de Carvalho Junior também foi ouvido.

Aderbal Arantes, em seu depoimento, declarou que o grupo Arantes é proprietário das plantas dos municípios de Canarana e Pontes e Lacerda - arrendada ao grupo JBS, e confirmou a venda da planta de Nova Monte Verde. As três unidades paralisaram a produção em 2009 e mesmo com o "desgaste", falou da vontade de reativar pelo menos a planta de Pontes e Lacerda.

"O nosso contrato com a JBS se encerra no início do próximo ano e pretendemos voltar às atividades naquele município, porque é uma região que possui um número significativo de rebanho bovino para abate", ressaltou Aderbal

 Já o representante da empresa Mataboi, José Augusto de Carvalho Junior, relatou que a planta de Rondonópolis abatia cerca de 350 cabeças diárias, e paralisou suas atividades em razão do processo de recuperação judicial desde 2011. "Assim que o processo for liquidado o grupo pretende reiniciar as atividades no estado, inclusive com ampliação para adequar o número de abate para exportação", afirmou José Augusto.

Para o presidente da CPI, deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, a CPI trabalha baseada em dados coletados por meio das oitivas e investigações, caso algumas testemunhas venham omitir fatos, cada detalhe será analisado e investigado.

"Nosso trabalho é minucioso e mesmo que algumas testemunhas sejam contraditórias em seus depoimentos, cada situação será anlisada. Em algumas oitivas, verificamos indícios que os proprietários das plantas negociadas foram induzidos a firmar contratos com o grupo JBS, na sua maioria. Temos que entender que o mercado de abate oscila, mas é preciso reconhecer o potencial de Mato Grosso, porque somos o maior produtor de gado bovino do Brasil", destacou o presidente.

O parlamentar ainda falou do interesse de alguns investidores em retomar as atividades. "Alguns empresários do segmento estão otimistas com o mercado de Mato Grosso. A CPI também tem o objetivo de identificar e sugerir medidas que venham a equilibrar as necessidades dos produtores e da indústria frigorífica para o alcance do desenvolvimento econômico na geração de emprego e renda", pontuou Nininho.

"Esperamos que nosso trabalho contribua com o retorno dos investidores às atividades, com um mercado mais justo e aberto a negociações", concluiu o parlamentar.