Comunicação precária e postura 'arrogante' prejudicam imagem da Havan em Rondonópolis

por GazetaMT

18 de Novembro de 2013, 08h15

Comunicação precária e postura 'arrogante' prejudicam imagem da Havan em Rondonópolis
Comunicação precária e postura 'arrogante' prejudicam imagem da Havan em Rondonópolis

Que a Havan deu um show de competência no processo de implantação em Rondonópolis não se discute. Também é indiscutível que o grupo é uma das melhores novidades do setor no país e merece reconhecimento especial pela opção de investir em cidades de porte menor, mas de grande potencial. Apostam e crescem juntos com essas cidades.

Mas, apesar do histórico, não há como negar que o grupo Havan entrou 'atravessado' em Rondonópolis. Eles se comunicam mal e, também por isso, amargaram neste mês o vexame de ver sua unidade fechada por uma ordem judicial concedida em favor dos trabalhadores do comércio.

A postura do grupo também azedou as discussões sobre o projeto que regulamenta o horário de funcionamento do comércio. Nos bastidores, empresários, trabalhadores e até autoridades públicas avaliam que a falta de humildade dificultou o diálogo sobre a regulamentação das lojas de departamentos. "Eles quiseram impor o ponto de vista e isso causou mal estar geral", revelou uma autoridade que acompanhou as discussões.

Talvez esteja na hora da empresa repensar sua comunicação e ajustar sua atuação em Rondonópolis. Não custa lembrar que, mal comparando, as cidades são como pessoas. Há aquelas que se curvam ao poder econômico, mas há também as que priorizam o respeito e a humildade. Rondonópolis faz parte do segundo time e é bom que a Havan e os outros grandes grupos que estão chegando compreendam isso.