ECOPONTO
Apesar de apelos da Sema e Coder, Sagrada Família continua acumulando lixo irregular
Fotos enviadas à reportagem mostram restos de eletrodomésticos. Pilha de lixo deixada pela população se estende por toda a área
18 de Dezembro de 2018, 10h27
Fotos enviadas à reportagem mostram a gravidade da situação do Ecoponto do bairro Sagrada Família, em Rondonópolis. O espaço público destinado a podas de árvores e similares tem sido o local escolhido para o descarte irregular de todo tipo de lixo deixado pela população.
Restos de eletrodomésticos (peças de máquina de lavar, tanquinho, televisão de tubo), móveis (sofás, guarda-roupa, colchão), sacolas com restos de comida, lixo residencial comum, caixas de entulhos, materiais de construção... A Pilha de lixo se acumula por toda a extensão da área. "Daqui a pouco a montanha chega na Avenida Júlio Campos", disse uma moradora que enviou as fotos ao GazetaMT. E não é exagero.
A limpeza da área é de responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis -Coder, que presta serviço à Secretaria Municipal do Meio Ambiente -Sema. A situação, porém, chegou ao descontrole e nem mesmo todo o esforço da terceirizada é suficiente. A cada caminhão de lixo retirado, outro é deixado pela população, especialmente durante a noite. Alguns, ainda mais irresponsáveis, ateiam fogo no lixo, levando perigo e intoxicação por fumaça às residências próximas ao Ecoponto.
A Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Sema, está concentrando esforços para garantir que o Ecoponto do bairro Sagrada Família seja mantido limpo até que possa ser desativado com a instalação de outros quatro na cidade. O secretário municipal do Meio Ambiente, João Fernando Copetti Bohrer, explica que as quatro novas áreas onde serão implantados os Ecopontos - Vila Paulista, Distrito da Vila Operária, Residencial Dom Osório e Distrito Industrial Rondonópolis - foram escolhidas de acordo com requisitos legais, buscando garantir que não haja problemas ambientais ou de saúde para a população.
Os projetos para a implantação nas novas áreas estão sobre a responsabilidade do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis -Sanear, que também ficará responsável pela operacionalização dos mesmos.
A Sema solicitou o apoio da Polícia Militar Ambiental no controle da situação. Quem for flagrado deixando no ecoponto resíduos que são proibidos poderá ser preso por crime ambiental

TAC
O município já firmou um Termo de Ajustamento de Conduta -TAC com o Ministério Público do Estado -MPE e conta com um prazo de 180 dias para a implantação dos novos quatro Ecopontos e a desativação daquele do Sagrada Família. Outra obrigação é a de manter a área limpa ao longo do período necessário para a implantação dos novos espaços nas áreas escolhidas.
Outro caso
Em novembro de 2017, uma ambulância da Unimed foi flagrada descartando lixo irregular. A reportagem está aqui.
