Depois dos atrasos e suspeitas de corrupção, obras da copa tem 'crise de qualidade'
18 de Fevereiro de 2014, 05h20
Profissionais da área de engenharia estão preocupados com o tratamento dado pelos governos Estadual e Federal às obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo eles, mais grave que as suspeitas de corrupção, ou os atrasos inexplicáveis, são os indícios de que muitas obras estão sendo feitas sem a qualidade adequada.
Um conhecido engenheiro confidenciou à coluna que viu rachaduras e 'impropriedades técnicas' em obras recém-entregues pelo Governo na capital. "Além de uma vida útil curta, são problemas que podem pôr em risco a segurança das pessoas que usarão essas estruturas no futuro", alertou.
Os promotores do MPE-MT e os procuradores do MPF compartilham o temor e, na medida do possível, tentam elucidar as dúvidas. Ontem (17) pediram nova perícia na Arena Pantanal para checar se o incêndio criminoso de outubro não comprometeu a estrutura. Querem abrir um inquérito exclusivamente para investigar a segurança da Arena.
Até aqui a Secopa e os representantes dos governos parecem tratar os alertas com desdém. Fingem não ouvir ou, quando muito, emitem notas negando prontamente todas as suspeitas levantadas. É bom que saibam o que estão fazendo. Do contrário, a Copa do Mundo pode se tornar uma tragédia anunciada. E o tal legado se revelará um grande pecado.
Cruzemos os dedos...