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Agência Standard & Poor's volta a reduzir nota do Brasil
A perspectiva da nota do Brasil pode ser revisada para estável caso o ambiente político melhore e a economia comece a se recuperar
18 de Fevereiro de 2016, 10h27
Standard & Poor's (S&P) voltou a rebaixar o país. A nota foi reduzida de BB+ para BB. A agência concedeu ainda perspectiva negativa, significando que pode reduzir ainda mais a classificação do país nos próximos meses.
A agência tinha sido a primeira a retirar o grau de investimento (que funciona como garantia de que o país não dará calote na dívida pública) em setembro do ano passado. Em dezembro, a Fitch seguiu a decisão. Entre as três principais agências do mundo, somente a Moody's mantém o selo de bom pagador do Brasil.
Quando rebaixou o país pela primeira vez, a S&P citou a deterioração do cenário político e os problemas fiscais como fatores que impediriam a estabilidade da dívida pública brasileira.
Em nota, a S&P informou que os desafios políticos e econômicos enfrentados pelo Brasil persistem e que agora espera um processo mais longo de ajuste econômico, com prolongamento da recessão e correção mais lenta da política fiscal. De acordo com a agência, há chance maior do que 1 em 3 de que a nota brasileira seja reduzida novamente.
"Com o déficit do governo e a dívida líquida, respectivamente, em cerca de 7% e 60% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2016 e 2018, acreditamos que não há mais flexibilidade política suficiente para distinguirmos entre os ratings (mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa, um país, um título ou uma operação estruturada) em moeda local e estrangeira no Brasil", informou o comunicado.
A agência citou como fatores negativos a falta de iniciativas políticas consistentes e o risco de que importantes medidas para manter a estabilidade macroeconômica sejam revertidas. De acordo com a S&P, a perspectiva da nota do Brasil pode ser revisada para estável caso o ambiente político melhore e a economia comece a dar sinais de recuperação, facilitando o desempenho fiscal e ampliando o espaço de manobra para lidar com choques econômicos.
Por meio da assessoria de imprensa, o Ministério da Fazenda informou que pretende soltar uma nota sobre o novo rebaixamento, mas não adiantou o teor do comunicado.
Agência Brasil