ESCOLA INCLUSIVA
Rede municipal oferece educação a crianças com deficiência
Além de estudarem com alunos do ensino regular, salas de recursos multifuncionais auxiliam no aprendizado
18 de Fevereiro de 2016, 16h53
Esta época do ano é cheia de expectativas para os estudantes que retornam para o ano letivo, alguns por estarem em escolas novas ou por iniciarem um novo ciclo. Mas para um grupo, o retorno ou a primeira vez em uma escola regular é algo desconhecido e ao mesmo tempo especial, crianças com deficiência, como o transtorno do autismo, intelectual, físico, cegueira, surdez e crianças com estudos de casos.
Como o caso de Kayky Alberto, 10 anos que é autista e frequenta uma escola da rede municipal de ensino há seis anos, a Bonifácio Sachetti. Para a mãe de Kayky, cada dia é comemorado com uma conquista, já que a adaptação de seu filho foi muito difícil. “O Kayky é uma criança muito dócil hoje, e creio que a escola ajudou muito. No princípio foi muito complicado, ele não andava para chegar na escola, depois houver a dificuldade para entrar na sala de aula, e a cada passagem de série e mudança de professores, ocorria a quebra de rotina, só que isso tudo tem sido muito bom para ele”, explicou Alessandra Ribeiro de Lima.
O processo evolução do estado de Kayky, segundo a mãe é lenta, mas que benéfico para a vida de seu filho. “É lento, mas gratificante, por que o esforço tanto dos professores, como das cuidadoras e da professora do atendimento especializado, pois a insistência de aprendizado é fundamental. Um simples gesto de pegar no lápis é realizado se for necessário mil vezes no ano e mil vezes nós vamos tentar, porque tudo é a persistência, e de uma criança que ficava gritando e chorando na escola depois de três anos ele mostrou um quadro de evolução satisfatória que meu filho consegue dar”, completou.

Para Gieslade Fernandes, o momento é de descoberta e ansiedade para ela e para sua filha, a pequena Maria Eduarda de 7 anos, que inicia sua vida escolar também na escola municipal Bonifácio Sachetti, a nova aluna da sala do 2º ano do 1º ciclo tem paralisia cerebral e as dificuldades que a deficiência lhe impõe. " A Maria Eduarda gosta muito da interação com as outras crianças, ainda é cedo pois só estamos no terceiro dia, mas ela já está mais animada e gostando de vir para a escola. No dia a dia a gente vai notando a evolução, só da Maria Eduarda não estranhar esta nova rotina já é muito vantagioso" descreveu Gieslade.
No município são 21 escolas que contam com a sala de recursos multifuncionais,que são equipadas pelo Ministério da Educação, onde o aluno com
deficiência frequenta no contra turno escolar. Segundo números da Secretária Municipal de Educação, em 2015 foram atendidas neste modelo de educação inclusiva 177 alunos e neste ano já foram matriculados 170 crianças.
Marisa Inês Brescovici Araújo, gerente do departamento de ensino fundamental do município, explica que os alunos com deficiência em um período são inseridos em salas de aula comum, com alunos da mesma idade, na companhia de um estagiário aos que necessitam de um acompanhante e, no período oposto frequentam as salas de recursos multifuncionais.“A Secretaria Municipal de Educação, busca dar auxílio e atendimento educacional especializado e específico para a cada deficiência do aluno, além de inseri-lo em salas de aulas comuns, para que a criança possa se desenvolver dentro de sua plenitude”, enfatizou Mariza.
A professora responsável pelo atendimento especializado na sala de recursos multifuncionais, Mariela Martinelli alerta que independente da deficiência que a criança apresente, a família é obrigada por Lei a levá-la para a escola e a unidade tem que garantir este atendimento. " Hoje as escolas estão preparadas e aquelas que não tem salas de recursos, as crianças são encaminhadas para as escolas pólos,como no caso da Bonifácio Sachetti que recebe alunos de quadro unidades"comentou Mariela.
Para ela, a resposta dos alunos com deficiência depois de inserido nas salas do ensino regular e indescritível. "O desenvolvimento deles é incrível, claro que mais lento do que em relação aos outros , mas os avanços são enormes. Umas avança mais outras menos , dependendo do comprometimento, mas o aprendizado com certeza posso de garantir que tem e muito, ainda mais com a convivência com os outros alunos ", finalizou a professora.