Velha Política

Mesmo com problemas na justiça, Fulô acredita que famílias poderosas é que fazem política no MT

por GazetaMT

18 de Fevereiro de 2016, 15h38

Mesmo com problemas na justiça, Fulô acredita que famílias poderosas é que fazem política no MT
Mesmo com problemas na justiça, Fulô acredita que famílias poderosas é que fazem política no MT

O velho modo de fazer política não incomoda os articuladores e os candidatos das campanhas no Mato Grosso, especialmente em Rondonópolis. Os coronéis continuam a mandar no processo eleitoral com todo o seu poder e com seus sucessores, mesmo que com seus nomes e de seus familiares manchados por escândalos de corrupção. O patrimônio e a arrogância dessas famílias “tradicionais” passam por cima dos princípios e ideologias pertinentes à política e são sempre bem vindos entre os partidos devido ao “peso” de seus nomes.

Para alguns, os pobres não foram feitos para a política, eles apenas sustentam o poder dos políticos que gostam e fazem a política no Mato Grosso. É com esse raciocínio arcaico que o presidente da Câmara Municipal de Rondonópolis deixou claro que encara o processo eleitoral.

Quando indagado pela coluna Buxixo, sobre a vinda da deputada Janaína Riva no período de janela (período de troca de partidos), o “sincero” vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira “Fulô”, alegou que o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) só tem a ganhar com a sua filiação. Para ele, o desgaste do nome de Janaína não interfere em nada, a sua filiação só contribui, pois mesmo seu pai, José Geraldo Riva, sendo considerado o “maior ficha suja” de todos os tempos, respondendo por centenas de processos, ainda existe um poderio dessa família que deve ser considerado.

Para Fulô, política se faz com pessoas poderosas e Riva ainda é um homem muito poderoso, o que garante provavelmente muitos votos e assim, o fortalecimento do PMDB.

“Há poucas famílias no Mato Grosso que participam de política e que não tenham problema com a justiça. Se pegar as famílias que gostam de política e fazem política no Mato Grosso e que não tenham problema ou que não passou por problemas, aí acabariam os partidos. Janaína é uma liderança nova que não tem culpa pelo o que aconteceu, pelo o que o pai dela fez, ou alguém da família dela fez. Ela é uma boa deputada, e o que o pai dela foi como presidente da Câmara e como deputado, isso cabe a justiça julgar e deferir. Quem somos nós para julgar? Não podemos excluir e não aceitar a filiação da deputada num momento desse? Não vejo problema nenhum, até ontem José Riva era o homem mais poderoso do Mato Grosso”, destaca o presidente.

Para o Buxixo a boa política é feita por pessoas do bem, que tem projetos, que estão dispostos à debater ideias, que encaram um cargo público como uma oportunidade de exercer a cidadania, contribuir com o país. A política é um sacerdócio e não um negócio. A boa política para o Buxixo está muito longe dos ideais deste nobre vereador.  

Confira o audio: