Corporativismo impede punição de servidores acusados de irregularidades

por GazetaMT

18 de Março de 2013, 00h30

Corporativismo impede punição de servidores acusados de irregularidades
Corporativismo impede punição de servidores acusados de irregularidades

Uma liderança política que já chefiou a Prefeitura de Rondonópolis alerta que os supersalários não são o único problema alimentado pelo corporativismo no serviço público. Tão grave ou pior que a manutenção dos marajás, garante essa fonte, é a proteção oferecida aos servidores que eventualmente são flagrados em ações, digamos, 'pouco nobres'.

Quando o funcionário ocupa cargo comissionado ou é contratado, o gestor tem sempre a opção de demiti-lo logo após constatar a infração. Mas, se for do quadro efetivo, a demissão só pode ocorrer se a suspeita for confirmada por uma comissão de sindicância interna. A lei determina que a comissão seja formada por funcionários também efetivos, que, quase sempre, inocentam o colega acusado. 

"Outra tática utilizada é o decurso de prazo. Muitas vezes o mandato do prefeito termina e a sindicância não é concluída. Com isso os maus servidores continuam nos cargos, denegrindo a categoria e prejudicando a população", denuncia nosso informante.

A saída, sugere a fonte do Buxixo, seria mudar a lei para permitir a participação de membros da sociedade nas comissões criadas para investigar servidores públicos acusados de irregularidades. Outra medida seria estabelecer punições aos membros das comissões que obstruírem a apuração de acusações contra colegas suspeitos.

Está aí algo a se pensar...