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Vereador cobra celeridade na obra de canalização do Canivete
Ele disparou contra o que classificou como 'empresas de fundo de quintal'
18 de Março de 2013, 10h15
O vereador Mauro Campos (PT) está preocupado com a morosidade com que estão sendo conduzidas as obras de canalização do Córrego Canivete e disparou contra o que classificou como 'empresas de fundo de quintal', denominação dada às empreiteiras que assumem obras que não tem capacidade financeira ou técnica para executá-las.
"Isso é um tapa na cara de cada um de nós, pois já passou o período chuvoso e não tem um trabalhador sequer nas margens do Canivete. A população daquela região quer e precisa que a obra seja concluída. Mas que resposta vamos dar à população? Quero saber da empresa que toca a obra o que está acontecendo", cobrou o vereador.
Ele alertou o Executivo sobre as empresas criadas com o único intuito de pegar obras da prefeitura, muitas das vezes sem condições de concluir as mesmas. "A prefeitura tem que ficar atenta à essas empresas de fundo de quintal, que pegam as obras na cidade e não dão conta de terminá-las. A consequência disso é esse monte de obras não terminadas que temos pela cidade, prejudicando a nossa população. Eu acho que essas empresas não devem sequer participar das licitações", disparou.
Histórico - A obra de canalização dos cerca de 2.750 metros do Córrego Canivete, que vai das proximidades da avenida Goiânia até a desembocadura no Córrego Arareau, foi lançada ainda no ano de 2010 pelo então governador Blairo Maggi (PR), sofreu inúmeras paralisações e só recentemente foi retomada, mas é tocada à passos de tartaruga. Ela é custeada com recursos federais e administrada pelo Governo do Estado.
Apesar de os recursos para a execução da obra estarem disponíveis na Caixa Econômica Federal (CEF), a empresa que vendeu a licitação desistiu de executar e entrou em processo de falência e a segunda colocada afirmou não ter capacidade técnica para tanto.
Com a desistência das duas primeiras, a Ensercon Engenharia, terceira colocada no certame licitatório, assumiu a obra e em seguida já mandou iniciar o trabalho de escavação do leito do córrego para iniciar o trabalho de canalização do córrego, mas novamente paralisou as obras.