Polêmico

Professor homossexual quer entrar na política, tem ideias arrojadas e aprova Bolsonaro

Desprezo ao kit gay, reforma na educação e não pagamento de salário de vereadores são bandeiras de Moisés Passos

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18 de Março de 2016, 10h39

Professor homossexual quer entrar na política, tem ideias arrojadas e aprova Bolsonaro
Professor homossexual quer entrar na política, tem ideias arrojadas e aprova Bolsonaro

Graduado em Letras, o professor voluntário, Moisés Passos Santana Gonçalves atualmente dá aulas na escola Sebastiana de Rondonópolis, mas neste ano seu foco maior é a política.  Com desejo de participar mais de perto das discussões da sua comunidade, filiou-se recentemente ao partido Solidariedade e se tudo der certo, pretende enveredar nesse universo dos cargos eletivos, porém defendendo bandeiras que vão da educação à causas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Na Educação sua defesa é pela modernização da língua e o uso da tecnologia em seu favor como a adaptação do ensino, aproximando ele à língua falada, a língua brasileira e não o ensino padrão advindo da Língua Portuguesa apenas por questões históricas. Já o uso do celular que é regulamentado por lei que os proíbe dentro de sala de aula, Moisés acredita que ele pode ser usado em favor dos professores, afinal a tecnologia deve ser aproveitada na didática dos alunos. Ainda neste setor, quer a integração na grade curricular da matéria de ciências políticas. Para ele seria importante essa inserção pois a maioria dos jovens são analfabetos funcionais e desconhecem a política nacional.

Moisés Passos defende políticas públicas para comunidade LGBT - Foto: Luan Dourado/ GazetaMT"Mas não podemos ficar apenas na educação, temos que olhar um todo e formar ideias novas que diminuam as desigualdades e ampliem as políticas públicas aos cidadãos". Integrante de uma organização não governamental (LGBT), está à frente da juventude, mas não como presidente, apenas como liderança e reflete como a causa homossexual está sendo deturpada.

O professor não defende as políticas que o governo tentou implantar, como os kit´s gays por exemplo. Também não concorda com a forma que o deputado Jean Wyllys tratou do assunto. "O deputado transferiu uma causa ampla, para um discurso pessoal. Os confrontos com o deputado Jair Bolsonaro me envergonha". Para Moisés, as crianças não devem ter acesso a esse tipo de informação, elas não tem conhecimento de mundo, não estão preparadas para ter contato com esse material. Mas, que os homossexuais, eles precisam sim de políticas públicas, como o atendimento com psicólogos, para que os mesmos tenham uma aceitação pessoal, afinal os padrões da nossa sociedade são um desafio para essas pessoas.

"Quanto ao deputado Jean Wyllys, ele quis fazer as pessoas engolirem goela abaixo certas coisas. E não é bem assim. Não vou generalizar o trabalho dele, desqualificando todos os seus projetos. Mas ele banalizou um pouco a causa LGBT, ele quis implantar quase que uma ditadura no assunto. A polêmica foi maior do que merecia", pontua.

Em contrapartida, Moisés aplaude Jair Bolsonaro, por considerar seu discurso coerente e inibidor da prostituição que faz tanto mal a sociedade e aos gays principalmente. "Quero deixar claro que se o Bolsonaro sair para presidente, terá o meu voto. Sei que muitos irão me odiar por isso, mas gosto das ideias dele.

Para finalizar, Moisés ainda pondera sobre dois aspectos que com certeza não deixam de ser polêmicos assim como todo seu conceito. Primeiro se diz contra as cotas raciais em universidades e principalmente se as cotas forem destinadas aos LGBT como já foi levantado. Outro fatos que também quer levar à discussão é o pagamento de salário de vereadores. 

 “Quero trabalhar para isso, para fomentar esse pensamento. Está na hora das coisas mudarem. Em 181 países que fazem parte da ONU, o único que paga salário a vereadores é o Brasil. Vereador não tem que ter salário. Seu cargo é uma oportunidade de exercer a cidadania. E quanto a verba indenizatória que não precisa prestar conta, sou totalmente contra. Preciso provar para eles que isso é possível. Esse dinheiro deveria ser investido em uma creche, em um posto da comunidade. Não declarar R$10 mil reais  é um absurdo. A gente precisa repensar tudo isso, sei que não é fácil principalmente quando batemos de frente com grandes magnatas da política. Essa questão de salário, tem que cortar ou reduzir” encerra.