POLÍCIA CIVIL
Temos policiais trabalhando 24h por 24h, afirma delegado geral sobre suspensão de 16 delegacia
O delegado relatou ainda que o estudo técnico iniciado em fevereiro de 2018 levou em consideração a demanda e o contingente populacional
18 de Março de 2019, 14h50
O delegado geral da Polícia Judiciária Civil (PJC), de Mato Grosso, Mário Demerval Aravechia de Resende, disse que o estudo requerendo a suspensão dos serviços em 16 delegacias é motivado pela falta de efetivo nas unidades. "Não temos gente para uma estrutura mínima de um delegado, quatro investigadores e um escrivão. Temos policiais trabalhando 24h por 24h, em condições que beiram o ilegal por falta de pessoal. Não há condições de manter essas delegacias. O gestor ainda pode responder por improbidade administrativa ao não oferecer condições ideais de funcionamento", defendeu.
O delegado relatou ainda que o estudo técnico iniciado em fevereiro de 2018 levou em consideração a demanda, o contingente populacional e a produtividade das delegacias. "Não se trata de falta de dinheiro para manter as delegacias, o problema é de recursos humanos. Faltam investigadores e escrivães e temos um prognóstico de 200 policiais se aposentando nos próximos dois anos. Somente a regional de Rondonópolis tem 240 policiais civis, é como se toda uma regional se aposentasse. Esse problema da falta de efetivo é antigo, nós fizemos o pedido oficial para concurso público em 2016, não fomos atendidos e agora o problema estourou no colo da atual gestão", afirmou.
Atualmente 30 municípios não tem delegacias de polícia e agora deve subir para 46, caso sejam suspensas as atividades, conforme a proposta da diretoria da PJC. "Não é um fechamento porque elas foram criadas por lei, elas terão as atividades suspensas, mas podem voltar caso haja incremento de pessoal. Mesmo que o governador Mauro Mendes autorize concurso público, com a burocracia e a formação dos policiais, somente em 2021 eles seriam lotados nas unidades, mas até lá não temos", argumentou Mário Demerval.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública vai convalidar o estudo feito pela PJC e analisar a forma que será realizada a suspensão das atividades nas delegacias, sem que isso cause prejuízos à segurança da população.