CODER
Mara Gleibe assumirá Coder após ser sabatinada na Câmara
Mara Gleibe, que respondia pela secretaria de Administração, será sabatinada pelos vereadores nesta quinta-feira.
18 de Abril de 2012, 18h31
A Câmara Municipal vai realizar nesta quinta-feira (19), às 14 horas, uma sessão extraordinária para sabatinar a nova diretora da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), Mara Gleibe Ribeiro Clara da Fonseca. Ela ocupava a Secretaria Municipal de Administração e sua indicação para dirigir a Coder foi comunicada oficialmente à Câmara durante a sessão desta quarta-feira. A sabatina está prevista em lei municipal e tem o objetivo de avaliar se ela reúne condições técnicas para assumir o cargo.
Após receber o ofício, o presidente da Câmara, Ananias Filho (PR), chegou a cogitar a possibilidade de sabatinar a diretora ainda na sessão de desta quarta-feira. Segundo ele, a pressa visa evitar problemas maiores na gestão da Coder.
"Queríamos acelerar isso para restabelecer a normalidade administrativa na Coder, que sem diretor não pode sequer efetuar a quitação dos compromissos com fornecedores e contratados. Mas, em comum acordo, decidimos transferir a sabatina para amanhã. Isso não agravará o quadro e permitirá que tanto os vereadores como a servidora se preparem melhor", avaliou.
Até o momento a Prefeitura ainda não definiu quem substituirá Mara Gleibe na secretaria Municipal de Administração.
Mal estar
A decisão da Prefeitura de submeter Mara Gleibe a sabatina proposta pelos vereadores deve encerrar o mal estar criado com a tentativa de empossar no cargo a ex-secretária de Receita, Regina Celli. A Câmara chegou a recorrer à Justiça para barrar a nomeação, alegando o não cumprimento de uma lei municipal criada no ano passado e promulgada pela própria Câmara.
"Acho que houve incompetência do Prefeito e da assessoria jurídica nesse caso. A lei é clara ao prever a sabatina para os dirigentes da Coder, Sanear e outras autarquias que forem criadas no futuro. Ao agir diferente, eles demonstraram desconhecimento da legislação e criaram um atrito desnecessário", avaliou o vereador Mohamed Zaher (PSD).
O presidente da Câmara também fez críticas à equipe da Procuradoria Jurídica da Prefeitura, mas considerou que o caso está superado.
"Houve sim um mal estar e não há dúvidas de que o Prefeito foi mal orientado pelos seus assessores. Porém, eles reconheceram o erro e, com a postura adotada agora, considero esse caso encerrado", disse Ananias Filho.