Travessia Urbana

Laudo que confirma irregularidades na obra só será divulgado na semana que vem

A Prefeitura e a Cãmara vão realizar uma entrevista coletiva conjunta para apresentar os resultados

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18 de Abril de 2012, 20h15

Laudo que confirma irregularidades na obra só será divulgado na semana que vem
Laudo que confirma irregularidades na obra só será divulgado na semana que vem

Os rondonopolitanos vão ter que aguardar um pouco mais para descobrirem as causas da má qualidade do pavimento da duplicação da travessia urbana das BRs 163 e 364, uma das maiores obras em execução na cidade. O laudo com o resultado dos exames laboratoriais chegou a Prefeitura na tarde de terça-feira, mas só deverá ser apresentado à imprensa no início da semana que vem. Informações preliminares dão conta que os exames confirmaram problemas no projeto e também na execução. A obra está orçada em cerca de R$ 54 milhões de reais e foi paralisada há dois meses, após as denúncias de irregularidades.

 

O assunto teve grande destaque na sessão de ontem (18) da Câmara Municipal. O presidente da Casa, Ananias Filho, e o vereador Milton Mutum (PSD), que chegou a sugerir uma CPI sobre o caso, falaram com a reportagem do GazetaMT sobre o assunto. Os dois tiveram acesso à documentação e consideraram justa a decisão de adiar para a semana que vem a coletiva destinada a esclarecer os fatos à população.

 

"São mais de 500 páginas com informações que exigem uma análise detalhada. Esse trabalho está sendo feito por técnicos da Prefeitura e também da empreiteira. Na semana que vem reuniremos todos aqui na Câmara para explicarem o que aconteceu e também o que será feito para solucionar os problemas detectados", afirmou Ananias.

 

A coletiva deverá ser realizada na segunda ou terça-feira da próxima semana, mas os vereadores anteciparam que os problemas detectados comprometem o DNIT e a empreiteira que ganhou a licitação.

 

"A capa asfáltica prevista no projeto tem apenas oito centímetros de espessura, enquanto o padrão para as rodovias é de pelo menos doze centímetros. As análises também apontaram problemas nos materiais utilizados na base e sub-base. A única coisa boa nisso tudo é que descobrimos os problemas ainda no início", avaliou Milton Mutum.

 

Os vereadores anteciparam ainda que todo o trecho com avaria será refeito e os custos deverão ser compartilhados pelo DNIT (falhas decorrentes do projeto) e pela própria empreiteira (falhas na execução).

 

A reportagem apurou que a Prefeitura também deverá arcar com parte do prejuízo, já que o município teria se prontificado a custear a elaboração de um novo projeto como forma de agilizar a retomada da obra.