Mobilização Democrática
Presidente do PPS em Rondonópolis prevê fortalecimento do grupo após fusão com PMN
Ádria Muniz disse que grupo deverá receber muitas lideranças e que fusão é 'reencontro de amigos' no município.
18 de Abril de 2013, 07h10
A presidente do diretório municipal do Partido Popular Socialista, Ádria Muniz, disse estar otimista com a criação da Mobilização Democrática (MD) - legenda formada a partir da fusão entre o PPS e o Partido da Mobilização Nacional (PMN). Os detalhes da fusão foram definidos ontem (17) em Brasília e, paralelo a oficialização junto à Justiça Eleitoral, as lideranças deverão iniciar agora um processo de mobilização visando divulgar a legenda e ampliar o número de filiados nos estados e municípios brasileiros.
Conforme Ádria, a discussão sobre a união entre os dois partidos vinha ocorrendo há algum tempo e era aguardada com ansiedade pela militância. O principal impacto deve ocorrer a nível nacional, onde o PPS, apesar do bom histórico de atuação, tinha muitas deficiências e pouca visibilidade.
"A verdade é que hoje o Brasil está bem dividido. De certa forma o Governo Federal conseguiu reunir os grande partidos em torno de si; dificultando a formação de quadros nas legendas de pequeno e médio porte. Com as possibilidade abertas pela fusão, a tendência é ampliar nossa representatividade. Isso certamente terá efeito nas bases e, no que diz respeito a atuação no Congresso Nacional, nos permitirá também fazer uma oposição mais consciente, com responsabilidade e mostrando sempre os dois lados. A democracia precisa disso", avalia.
Ádria Muniz lembrou também que a fusão das duas legendas garantirá à Mobilização Democrática um tempo maior nas propagandas gratuitas no rádio e na TV, o que pode resultar também num melhor desempenho eleitoral em 2014.
"Com certeza teremos um reflexo positivo nas eleições do ano que vem. Com mais tempo para apresentar nossas propostas e candidatos na propaganda eleitoral, a possibilidade de eleger deputados aumenta. As condições melhoraram. Vamos nos tornar uma alternativa ainda melhor para quem gosta de fazer política", diz Ádria
Estado e município
Com a eleição de Percival Muniz para prefeitura de Rondonópolis, o PPS ficou sem representante na Assembléia Legislativa e conta hoje com seis prefeitos e 62 vereadores. Já o PMN, que também não tem deputados e não elegeu prefeitos, soma 11 vereadores em Mato Grosso. Separadas as duas legendas não são tão significativas, mas, segundo Ádria Muniz, a fusão deve mudar a história do grupo.
"Acreditamos que receberemos importantes adesões nas próximas semanas. Há muitas lideranças de outros partidos que estão insatisfeitas e que deverão aproveitar a 'janela' aberta com a criação da MD para se unir ao nosso grupo. Chegaremos às eleições do ano que vem com uma força muito maior", prevê Ádria - apostando na norma eleitoral que permite a mudança de detentores de mandato para partidos recém-criados.
Até o momento não houve nenhuma reunião oficial entre os dirigentes dos PPS e do PMN em Rondonópolis. As conversas devem começar a partir da próxima semana e, segundo Ádria Muniz, deverão ocorrer sem problemas.
"Boa parte da militância do PMN aqui é oriunda do PMDB e do PSB. Já estivemos juntos em outras eleições, somos companheiros de história política. Acho que será como um reencontro de amigos", afirmou.
Leia também:
PPS e PMN se unem para criar a Mobilização Democrática