Frustrado

Medeiros esperava placar de 7x1 da bancada do MT

Voto de Valtenir Pereira surpreendeu por ter sido contra orientação do partido

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18 de Abril de 2016, 13h16

Medeiros esperava placar de 7x1 da bancada do MT
Medeiros esperava placar de 7x1 da bancada do MT

Cotado para compor a comissão do Impeachment no Senado, José Medeiros (PSD) confessa que placar final da bancada do estado do Mato Grosso foi uma decepção. "Como Valtenir Pereira é recente no PMDB, acreditava que ele iria seguir a orientação do seu partido, mas decidiu votar contra o impeachment", desabafa o senador até por que o deputado em questão tinha projetos para se candidatar a prefeito de Cuiabá e tal comportamento complica seu projeto político.

As demais posturas dos deputados a favor ao processo como Adilton Saquetti (PSB), Fábio Garcia (PSB), Nilson Leitão (PSDB), Victorio Gali (PSC), Tampinha (PSD), Carlos Bezerra (PMDB) e contra ao impeachment como de Ságuas Moraes (PT), eram esperadas.

"Eu sinceramente não comemorei esse momento, para mim é mais um episódio triste que passa o Brasil. Estamos numa UTI, preocupados com o diagnóstico médico, mas esperando qual será o proximo passo para que o doente possa se levantar da cama. Agora o desafio é correr com o processo no Senado, pois estamos à beira de um colapso econômico, a economia está desabando, não temos tempo", anseia.

O senador deve ter uma resposta sobre sua participação na comissão do impeachment ainda nesta segunda-feira (18) e já sente a responsabilidade de tal oportunidade. "Seremos como um juiz neste processo, mas dentro da comissão esse peso aumenta muito mais. Nós vamos entrar para a história do país, vamos estar norteando o trabalho e com certeza exercendo nossa influência", espera Medeiros.

Para o senador, agora o governo não tem mais chances, apesar de que acredita que ainda vai jogar duro para tentar reverter o quadro. "Senti ontem que qualquer estratégia de compra de voto desmantelou. Espero que os políticos mais tradicionais, que possuem uma incrível habilidade de adaptação devem mudar de postura e aderir ao impeachment. Acredito que apenas os integrantes da sigla vão permanecer a favor da presidente Dilma".

Medeiros parabenizou a população brasileira pelas mobilizações e até os grupos sociais que apoiam o Partido dos Trabalhadores (PT) pela postura e pela forma como conduziram os protestos, sem violência e sem confrontos, mas não perdeu a oportunidade de condenar a postura do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) que após votar contra impeachment, se dirigiu ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e tentou cuspir em seu rosto e depois correu entre os deputados. "Para mim, foi a maior violência cometida ontem (17)", finalizou.