SAPEZAL
Suspeito de matar travesti em bar é preso pela Polícia Civil
O acusado, conhecido como 'Loro', é apontado como autor do homicídio de Jeferson da Fonseca, a 'Juliane' ou 'Juju'
18 de Abril de 2019, 13h55
Um homem de 41 anos foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na nessa quarta-feira (17), no município de Sapezal (MT), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. O acusado, conhecido como 'Loro', é apontado como autor do homicídio de Jeferson da Fonseca, a 'Juliane' ou 'Juju', em um bar no Centro da cidade.
O crime ocorreu no dia 11 de abril, quando após uma discussão no estabelecimento, o suspeito desferiu duas facadas contra a vítima. Na ocasião, a travesti saiu correndo para o interior do bar, mas foi alcançada pelo criminoso que concluiu a execução com mais uma facada. A vítima foi atingida no pescoço e em outras partes do corpo, não resistindo aos ferimentos e morrendo no local.
Logo após o crime, o acusado foragiu. Com base nas investigações e nos indícios de autoria, o delegado Valmon Pereira da Silva representou pelo mandado de prisão contra o suspeito, que foi localizado na noite de quarta-feira (17), em uma casa no Bairro Jardim Ipê.
Em interrogatório, o homem confessou o crime e disse que foi convidado para sentar na mesa da vítima e logo que sentou percebeu que Juliane era uma travesti pela voz. Na versão do investigado, em determinado momento, a vítima pegou o celular do acusado dando início a discussão, que culminou no crime.
Conforme o delegado Valmon Pereira da Silva, o crime ganhou repercussão na cidade em razão de ter sido supostamente praticado por questões homofóbicas. "Ainda serão ouvidas outras testemunhas para confirmar se essa foi realmente a motivação", disse.
O suspeito responderá por homicídio qualificado, tendo pena até 30 anos de reclusão. Ele será encaminhado para a cadeia pública de Campo Novo do Parecis (MT), onde permanecerá à disposição da justiça.
Na delegacia, em consulta, os policiais encontraram uma informação de mandado de prisão contra Loro expedido pela Justiça do Maranhão. Nesse caso, ele é investigado por um estupro ocorrido em 2009, naquele estado. Ainda será confirmado na comarca de origem a validade dessa ordem judicial.