DANÇA DAS CADEIRAS
Após duas sessões, Cadidé retorna a cargo no Estado e Vanzeli reassume na Câmara
18 de Maio de 2016, 16h23
O retorno do vereador Aristóteles Cadidé (PSDB) à Câmara dos vereadores de Rondonópolis durou pouco. Mais precisamente duas sessões ordinárias. Na realizada hoje (18), a cadeira foi reassumida pelo suplente e também tucano Carlos Vanzeli.
No dia 27 de abril, ao GazetaMT Cadidé explicou o motivo de seu retorno, após atuação, a convite do governador do Estado Pedro Taques (PSDB), na Secretaria Estadual de Infraestrutura. "Minha volta vem pra garantir esta aproximação. Esse período serviu para a interação entre as Pastas", disse à época. Nesta semana, o vereador foi novamente convidado ao cargo na Secretaria.
Para o suplente Vanzeli, o curto período que antecedeu sua volta à Câmara possibilita a retomada imediata do acompanhamento dos projetos na Casa. Pouco antes de sair, o vereador havia participado de momentos importantes, como a discussão dos vetos contidos nos projetos do Plano de Cargo, Carreiras e Salários dos Servidores Municipais (antigo PCCS, agora PCCV). Sobre o retorno, enfatiza: "Os projetos que tínhamos ainda continuam tramitando e não haverá dificuldade".
Momento político
Para Vanzeli, o retorno de Cadidé ao cargo estadual e seu retorno à Câmara não deve ser encarado como estratégia política dos tucanos. Nos bastidores que se desenham para a corrida eleitoral, porém, a história é outra.
O retorno de Cadidé a Rondonópolis, naquele importante mês de abril, foi a opção do PSDB quanto ao projeto político para o município. Com candidatura à majoritária descartada por parte do vereador, a ideia era (e ainda é) garantir que os tucanos voem, a nível municipal, na mesma direção que os de nível de Estado.
No PSDB Rogério Salles é o cotado para a corrida à Prefeitura, mas o alinhamento da sigla ainda esbarra no próprio leque de opções, talvez o mais complicado atualmente se analisado junto a um projeto mais amplo. Com PSDB e PSD governando Mato Grosso, pinga em Rondonópolis a dúvida quanto ao nome de Salles -que pode ou não aceitar o desafio-, do vereador Ibrahim Zaher -candidato até o momento pelo PSD- e até mesmo do senador José Medeiros, ainda não descartado oficialmente pelo sociais democráticos.
Ainda na conversa com a reportagem em abril, pelo que viu e ouviu junto ao Estado, Cadidé defendeu que o momento era o de discussões antes de qualquer confirmação, inclusive a de Salles. "O município tem uma história política e não dá pra falar em ruptura ou mudança sem avaliar esta história e os interesses da população. Vamos buscar trazer o pensamento do governador para os grupos da cidade para que possamos construir a cidade que queremos, independente de quem esteja governando".