CÂMARA
Projeto de Nelson Barbudo quer barrar produção de “carne” de laboratório
Produtos feitos em laboratório, com uso de células-tronco de músculos de bovinos, ou compostos de soja, frutas ou leguminosos seriam afetado
18 de Maio de 2019, 08h00
O deputado federal Nelson Barbudo, do PSL de Mato Grosso, apresentou à Câmara um projeto de lei que regulamenta o uso da palavra "carne" em embalagens, rótulos e material de publicidade de alimentos.
Para Barbudo, o termo está sendo usado de maneira equivocada pela imprensa. O deputado solicita que a palavra, a exemplo de seus sinônimos e derivados "bife", "hambúrguer", "filé" e "bacon", fique exclusivamente reservada a tecidos comestíveis de espécies de açougue (bovídeos, equídeos, suídeos, ovinos, caprinos, lagomorfos e aves domésticas), englobando massas musculares, com ou sem base óssea, gorduras, miúdos, sangue e vísceras, podendo os mesmos ser in natura ou processados.
A medida exclui, desse modo, o título de carne para produtos feitos em laboratório, com uso de células-tronco de músculos de bovinos, ou compostos de soja, frutas ou leguminosos.
Se a proposta for aprovada, estabelecimentos terão noventa dias para retirar a "carne de jaca" do cardápio. Mas, até lá, há uma longa tramitação. A reportagem é de Guilherme Amado, da Revista Época.