Pátio segue com autoexílio, mas pode ser forçado a explicar 'furos' deixados na Prefeitura
18 de Junho de 2012, 14h29
O ex-prefeito José Carlos do Pátio segue em seu autoexílio em Cuiabá sem dar sinais de que voltará a Rondonópolis tão cedo. A amigos e correligionários mais próximos ele afirmou inclusive que já está se preparando para 'reconstruir a vida' na capital. Pensa em voltar a dar aulas e já teria entregue currículos em alguns dos mais badalados cursos pré-universitários de Cuiabá e Várzea Grande.
Por um lado, os planos são vistos como um sinal de que Pátio está saindo da depressão que praticamente o paralisou nas semanas seguintes à cassação pela Justiça Eleitoral. As fontes ouvidas pelo Buxixo contam que ele continua com um visual desleixado, mas o simples fato de voltar a pensar no futuro indica que o pior da crise já passou.
Mas, por outro lado, há a preocupação de que a realidade atrapalhe a recuperação ou até cause uma recaída. É que, nos próximos dias, Pátio deve ter nova derrota no T.R.E., que se prepara para julgar o agravo regimental apresentado pelos advogados dele na semana passada. Além disso, o ex-prefeito tem sido pressionado a explicar 'furos' na contabilidade de sua gestão. Dizem que só na área de comunicação o 'furo' - ou 'rombo'- passa de dois milhões de reais.
Por enquanto as pressões têm ocorrido de forma discreta - quase sigilosas - e no âmbito político. Mas, se as explicações tardarem ou não convencerem, logo os detalhes dos 'furos' se tornarão públicos e alvos de ações judiciais.
Neste caso, deprimido ou não, Pátio poderá ser forçado a voltar para Rondonópolis e, queira ou não, terá de conversar com muita gente.