Concessão

Câmara fará audiência pública para debater transporte público

A Audiência, que acontecerá no próximo dia 29, foi requerida pelo vereador Aristóteles Cadidé (PDT) e foi aprovado em Plenário nessa quarta

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18 de Junho de 2015, 16h02

Câmara fará audiência pública para debater transporte público
Câmara fará audiência pública para debater transporte público

A Câmara Municipal realizará uma Audiência Pública para discutir a renovação da concessão do transporte público na cidade. A Audiência, que acontecerá no próximo dia 29, foi requerida pelo vereador Aristóteles Cadidé (PDT) e foi aprovado em Plenário nessa quarta-feira, 17.

De acordo com o autor do requerimento, o objetivo da Audiência é discutir o modelo de transporte público, já que a concessão, que atualmente está a cargo da empresa Cidade de Pedra, está vencida desde o mês de fevereiro de 2014 e a prefeitura não tem a intenção de renovar o contrato com a mesma. "Desde o início de 2013 eu venho alertando a prefeitura que o contrato da empresa venceria no ano passado e havia a necessidade de discutirmos um novo modelo de transporte público. Não me deram atenção e agora o contrato está vencido e a situação do transporte público, que sempre foi ruim, continua só piorando", informou.

'Eu não vou votar um projeto de lei sem saber que tipo de transporte vamos ter, sem saber se a prefeitura tem um projeto bem definido e temos que mostrar isso para a sociedade', disse Cadidé - Foto Assessoria Para Cadidé, a cidade cresceu muito nos últimos anos e foram criados novos bairros, e a condição social da população mudou muito, que passou a exigir um transporte com mais qualidade e conforto. "Hoje, nós temos bairros distantes, onde a população depende muito do transporte público, mas eles reclamam constantemente da demora e dos poucos ônibus que os atende. Os funcionários da empresa também reclamam das condições de trabalho e das condições dos ônibus, que estão todos sucateados", apontou o edil.

A motivação do vereador para propor a Audiência foi o fato de que a prefeitura enviou recentemente um projeto de lei para a Câmara, em que pede autorização legislativa para abrir um processo licitatório para a contratação de uma nova empresa para administrar o transporte na cidade.

"Eu não vou votar um projeto de lei sem saber que tipo de transporte vamos ter, sem saber se a prefeitura tem um projeto bem definido e temos que mostrar isso para a sociedade. Para nós, vereadores, podermos votar com tranquilidade num projeto desses, temos que saber o número de linhas, a projeção da quantidade de passageiros que serão transportados, se vai ter um ou mais terminais, se vamos ter faixas exclusivas para os ônibus, o valor da tarifa. Até por que se formos contratar uma empresa séria, ela vai querer saber disso", disse Cadidé.  

Segundo o vereador, essas e outras questões precisam ser apresentadas e discutidas com a sociedade, para que os parlamentares possam ter segurança para votar o projeto. "Eu não voto no escuro e essas questões precisam ser bem definidas até para que a empresa possa dimensionar o investimento que tem que fazer na cidade. A prefeitura contratou uma empresa para elaborar um plano de mobilidade e queremos saber o resultado disso. Queremos principalmente ouvir a população, seus anseios e necessidades".

Situação da Cidade de Pedra

Ainda segundo Cadidé, que é membro da Comissão de Obras e Serviços Públicos da Câmara, os vereadores já foram procurados pelos funcionários da empresa concessionária do transporte público para reclamar do atraso no pagamento do reajuste dos seus salários, definidos em sua data-base.

Conforme os trabalhadores, a empresa argumenta que não paga o reajuste devido ao término do contrato que mantinha com a prefeitura, o que é rebatido pelo vereador. "A empresa está faltando com a verdade, por que isso não influencia na gestão da empresa. A prefeitura não demonstrou interesse em renovar a concessão dela justamente por que ela não cumpriu o seu contrato a contento. A situação do transporte público está caótico e nós temos que resolver essa situação, pois a empresa não pode atender a população da forma como quiser e nós corremos de termos problemas judiciais se não resolvermos logo isso", concluiu.