AGRONEGÓCIO

Presidente da AL, Guilherme Maluf defende maior investimento no setor

por GazetaMT

18 de Junho de 2016, 07h00

Presidente da AL, Guilherme Maluf defende maior investimento no setor
Presidente da AL, Guilherme Maluf defende maior investimento no setor

Durante solenidade de instalação da Frente Parlamentar do Agronegócio, realizada nesta quarta-feira (15), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Guilherme Maluf (PSDB), defendeu que as discussões do grupo tenham como foco a apresentação de propostas que promovam melhorias para o setor e contribuam para o desenvolvimento do estado.

Na avaliação do deputado, a criação da Frente na Assembleia Legislativa resultará em avanços importantes para Mato Grosso. "Essa frente foi criada não apenas com o objetivo de discutir problemas, mas, sobretudo, para dar suporte às políticas públicas que possam contribuir com o setor do agronegócio, de uma forma geral. Nosso estado é líder de produção e precisa estar harmonizado com as políticas públicas para que possamos avançar ainda mais", afirmou.

Guilherme Maluf destacou ainda a necessidade de se debater o assunto com representantes do governo do estado e entidades ligadas ao setor, e ainda sugeriu a inclusão da bancada federal nos debates. "Trabalhando de forma integrada com o governo e a bancada federal, e nos aproximando das instituições que representam o setor, acredito que conseguiremos bons resultados, fortalecendo ainda mais o Estado e melhorando a qualidade de vida da população", argumentou.

As discussões, segundo Maluf, levarão em consideração as demandas dos pequenos e grandes produtores, sem qualquer tipo de restrição ou exclusão.  O presidente da Casa de Leis também se manifestou contrário à proposta de taxação das commodities, que chegou a ser levantada por alguns parlamentares.

"Não podemos descartar nada, mas não tenho dúvida de que taxar as commodities nesse momento vai ser um desfavor à produção do estado, pois já existe uma lei federal, que é a Lei Kandir. Se a Lei Kandir estivesse funcionando corretamente, nós já teríamos alguns retornos que contribuiriam bastante para Mato Grosso. No entanto, o governo federal não tem honrado com os repasses do FEX. Acredito que o caminho seria criarmos alternativas para que a Lei Kandir funcione, de fato", declarou.

A Frente Parlamentar do Agronegócio atuará sob coordenação do deputado estadual Zeca Viana (PDT) e do vice-coordenador, Dilmar Dal'Bosco (DEM). Os deputados José Domingos Fraga (DEM), Oscar Bezerra (PSB), Saturnino Masson (PSDB) e Pedro Satélite também compõem a frente na condição de titulares e, conforme prevê o Regimento Interno do Poder Legislativo do estado, outros parlamentares poderão aderir ao grupo de forma voluntária.

Agronegócio em MT 

A primeira reunião da Frente Parlamentar do Agronegócio contou com a presença de 15 deputados estaduais, do secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, e de representantes da Aprosoja, Famato, Sindalcool, Interconex Brasil e das Cooperativas do Brasil, e foi marcada pela discussão acerca das mudanças previstas no Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

Segundo dados apresentados pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, o agronegócio é responsável por 50,6% do ICMS arrecadado, o que representa cerca de R$ 4 bilhões. Além disso, contribui com aproximadamente R$ 700 milhões para o Fethab e R$ 900 milhões de diferencial de alíquota de ICMS.

Na oportunidade, Prado apresentou a insatisfação do setor com o novo Fethab e defendeu que todos os setores dêem a sua contribuição para ajudar o governo do estado a superar a crise. Ele defendeu ainda a extinção do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e criticou o excesso de burocracia imposto pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Endrigo Dalcin, afirmou que a Frente Parlamentar do Agronegócio será de fundamental importância para o estado. Segundo ele, o setor é responsável por 32% de todo o emprego com carteira assinada no estado.

"Temos muitos projetos para apresentar como contribuição para que Mato Grosso cresça em uma velocidade ainda maior. Sabemos que a crise chegou ao estado, então estamos muito confiantes que os trabalhos dessa Frente terão muito sucesso", declarou.

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, destacou o companheirismo demonstrado pelo setor do agronegócio e as contribuições dadas para amenizar os efeitos da crise no estado e afirmou que o governo está aberto ao diálogo.

Além dos problemas políticos e econômicos enfrentados em todo o país, a produção de Mato Grosso sofreu os efeitos negativos da variação climática, que deverá resultar em uma queda de 7% da produção de soja e de 15% da produção de milho, conforme previsão da Aprosoja.