mormo e anemia equina

Projeto de lei propõe exames gratuitos para animais em Mato Grosso

O exame é importânte para o controle sanitário, já que essas duas enfermidades causam sérios prejuízos aos proprietários

por GazetaMT

18 de Junho de 2018, 07h22

Projeto de lei propõe exames gratuitos para animais em Mato Grosso
Projeto de lei propõe exames gratuitos para animais em Mato Grosso

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação - CCJR da Assembleia Legislativa vai analisar nos próximos dias o projeto de lei que dispõe sobre a gratuidade do exame de mormo e anemia infecciosa equina, de autoria do presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM).

Ele destaca a importância do exame para o controle sanitário, já que essas duas enfermidades causam sérios prejuízos aos proprietários, provocando o sacrifício de animais e embargo da propriedade.

Conforme a proposta, os exames laboratoriais para o diagnóstico deverão ser realizados em empresas credenciadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Se aprovada, a nova lei será regulamentada de acordo com a Emenda Constitucional Estadual número 19, de 11 de dezembro de 2001.

Ressalta que esse tipo de anemia acomete equinos, asininos e muares, causando grandes prejuízos aos criadores. É causada por um vírus do gênero Lentivírus, da família Retrovírus. Depois de instalado no organismo, esse vírus permanece por toda a vida, podendo ou não manifestar seus sintomas.

O mormo é uma doença infectocontagiosa que ataca equídeos e pode afetar também outros animais e até mesmo o ser humano, se manifestando de várias formas, sendo a pulmonar a mais agressiva. Em estado avançado, a doença provoca o definhamento do animal até a morte.

O deputado alerta a necessidade da força-tarefa para o controle da doença lembrando que no Brasil era considerada extinta, mas em 2000 foi constatada a presença da doença em alguns estados. "Por esse motivo, defendo a aprovação desse projeto que será de grande valia aos produtores, especialmente aos pequenos produtores, que contribuem à expansão da agricultura familiar. É de extrema necessidade a realização desses exames em conformidade com o estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, bem como pela Secretaria de Defesa Agropecuária", afirma Botelho na proposta.

Cita que muitos proprietários não possuem condições financeiras para o pagamento de exames a cada 60 dias, prejudicando inclusive as tradicionais cavalgadas em Mato Grosso.  "Esta é uma responsabilidade de todos e não há nada mais justo que o Estado também arcar com esta responsabilidade, ao menos no que diz respeito aos de baixa renda, visando a erradicação da doença", defende Botelho, ao acrescentar que a proposta já está em vigor nos estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Rio Grande do Norte.