E CPI DA COOPERVALE?
O silêncio ensurdecedor da Câmara de vereadores de Rondonópolis
18 de Junho de 2021, 15h23
Um mês da visita do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) a Rondonópolis, com a Operação “Esforço Comum”, que apura contratos irregulares e lavagem de dinheiro junto a Cooperativa Trabalho do Vale do Teles Pires (Coopervale), em valores na ordem de R$ 67 milhões pela prestação de serviços a prefeitura municipal de Rondonópolis.
E mesmo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), determinando que a prefeitura evitasse contratos com a referida cooperativa em razão de inúmeras irregularidades constatadas no contrato. A inércia do poder legislativo municipal diante dos graves indícios de corrupção incomoda, e pode ocorrer outro vexatório episódio de engavetamento de caso, assim como ocorreu no caso dos “respiradores falsos”.
Ao que parece a oposição esteja estrategicamente esperando provas mais impactantes, assim tenham em mão os autos do processo de investigação. Já a força parlamentar de defesa de Zé do Pátio deve ser reativa, e esperando o primeiro movimento oposicionista para a abertura da CPI.
Entretanto, não é de hoje que a casa de Leis demostra uma subserviência ao executivo. Outro ponto a ser observado é a condução da presidência do legislativo municipal, que a princípio demostra certa complacência com os caprichos de Pátio.