Dilema

Empresa paralisa obra no córrego Canivete e deixa máquinas no local; Setpu ainda analisa o caso

Setpu disse que ainda aguarda posição da Geosolo sobre rompimento do contrato, mas já estuda substituição da empresa

por LAYLA BATISTA E EDUARDO RAMOS

18 de Julho de 2012, 16h00

Empresa paralisa obra no córrego Canivete e deixa máquinas no local; Setpu ainda analisa o caso
Empresa paralisa obra no córrego Canivete e deixa máquinas no local; Setpu ainda analisa o caso

Moradoras reclamam do não cumprimento das promessas e dos danos causados (Fotos: Marcos Maglhães)Os moradores do bairro Jardim Tropical estão inconformados com o impasse que causou a paralisação das obras de canalização do Córrego do Canivete. Na manhã desta quarta-feira (18), a equipe do GazetaMT esteve no bairro, onde foi constatado que maquinários da empresa Geosolo estão parados no local desde semana passada.

Jeice Nascimento disse que a empresa chegou a iniciar o serviço na última quinta-feira (12), mas paralisou as atividades no mesmo dia. Desde então, um ônibus e uma máquina para a execução da obra estão estacionados em frente ao seu terreno.

"É complicado. Estou muito nervosa com essa situação. Além disso, eles também cavaram buracos aqui, o que acaba colocando em risco as crianças que brincam aqui no quintal", desabafa.

Emília Maria dos Santos, moradora do bairro há 11 anos, também está inconformada com toda a situação. Ela lembra que a obra foi lançada com festa por vários políticos na véspera da campanha de 2010, mas até hoje a população recebeu apenas promessas.

"Ninguém aguenta mais. Eles prometem uma coisa e nunca cumprem. Casas estão comprometidas aqui, se chover vai tudo abaixo. Precisamos de uma solução", reclama.

Outro lado
A Secretaria Estadual de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu) informou que, na verdade, a Geosolo nem deveria ter iniciado serviços no Máquinas ficaram estacionadas em frente as casas dos moradoreslocal porque desde a última terça-feira já havia uma decisão do Governo rompendo o contrato exatamente devido ao não cumprimento dos prazos.

O assessor especial da Setpu, João Carlos, informou que termina hoje (18) o prazo para que a Geosolo se manifeste sobre o rompimento do contrato. Conforme o assessor, após receber o documento o departamento jurídico da Secretaria terá cinco dias úteis para avaliar se aceita as explicações ou se mantém a rescisão do contrato da obra de canalização do Córrego Canivete.

"Estamos aguardando o posicionamento deles para tomar a decisão final. Caso as explicações não sejam aceitas, vamos repassar o contrato para a Ensercon - que ficou em terceiro lugar na licitação. Se a Ensercon nõa quiser, daí a saída será a realização de uma nova licitação", explicou.

Conforme João Carlos, as obras poderão ser retomadas num prazo de até 15 dias caso sejam repassadas para a empresa Ensercon. Porém, se houve necessidade de um novo contrato, o prazo para a retomada do serviço será de pelo menos 60 dias.