Reviravolta

Datafolha mostra que Marina já assumiu vice-liderança e pode vencer Dilma no segundo turno

Candidata deve ser confirmada na quarta-feira como substituta de Eduardo Campos (PSB) e já tem 21%; Dilma soma 36% e Aécio tem 20%

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18 de Agosto de 2014, 08h46

Datafolha mostra que Marina já assumiu vice-liderança e pode vencer Dilma no segundo turno
Datafolha mostra que Marina já assumiu vice-liderança e pode vencer Dilma no segundo turno

Mesmo não tendo sido oficializada como substituta de Eduardo Campos pelo PSB, Marina Silva já está em segundo lugar na disputa pela presidência da República. É o que mostra a pesquisa Datafolha realizada com 2.843 eleitores em 176 municípios, nos dias 14 e 15 de agosto e divulgada hoje (18) pelo Grupo Folha e o portal UOL. Ela tem 21% das intenções de voto, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB). A presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição, lidera o levantamento com 36% da preferência.

Na simulação de segundo turno, Marina, que deve ser oficializada candidata na quarta-feira (20), fica numericamente à frente de Dilma, com 47% das intenções de voto contra 43% da presidente. É uma situação de empate técnico nos limites máximos da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Contra Aécio, Dilma venceria o segundo turno por 47% a 39%. Nesse caso, os oito pontos de diferença representam uma ampliação da vantagem da petista. Em meados de julho, o cenário era de 44% a 40% (empate técnico).

A hipótese de conclusão da eleição no primeiro turno é afastada porque Marina surgiu com quase o triplo das intenções de voto em Campos (8%), porém sem provocar alteração nas taxas dos rivais mais competitivos.

Com Campos no páreo, Dilma também tinha 36%. Aécio alcançava os mesmos 20%.

Indecisos optam por Marina
Um detalhe que chamou a atenção na comparação direta entre o cenário atual, com Marina, e o cenário anterior, com Campos, caíram de forma notável os percentuais de eleitores sem candidato. Intenções de voto nulo ou em branco eram 13%. Com Marina candidata, essa taxa recuou para 8%. Indecisos eram 14% e agora são 9%.