DIÁLOGO

Governador se reúne com MST para debater reivindicações

O governador Pedro Taques se reuniu, ontem (17), com representantes do MST para ouvir as reivindicações do grupo

por GazetaMT

18 de Agosto de 2015, 09h08

Governador se reúne com MST para debater reivindicações
Governador se reúne com MST para debater reivindicações

O governador Pedro Taques se reuniu com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ontem (17.08), para ouvir as reivindicações do grupo. O encontro, realizado no Palácio Paiaguás, teve a participação de membros do Comitê de Conflitos Agrários, formado pela Secretaria de Agricultura Familiar e Regularização Fundiária (Seaf), a Casa Militar e o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat).

Governador, Pedro Taques recebe representantes do MST. Foto - José Medeiros/GCOM MTNo dia 12 de agosto os trabalhadores estiveram na sede do Governo do Estado e entregaram a pauta de reivindicações para o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. No documento, a categoria apresentou seis pontos para apreciação: terra e políticas para estimular a produção de alimentos saudáveis na reforma agrária; comercialização; programa de agroindústrias e cooperativas nos assentamentos; novas tecnologias para a agricultura e as empresas públicas de agricultura; programa estadual de reflorestamento para os assentamentos; infraestrutura social para o desenvolvimento dos assentamentos; e educação no campo.

Na pauta, os representantes das quatro regiões de Mato Grosso também pediam que o Estado descumprisse as decisões judiciais e não realizasse os despejos, como governos anteriores teriam feito. Atualmente, Mato Grosso têm três ações de reintegração de posse. Em relação a isso, Taques afirmou que este não é papel do Executivo e que o Estado sempre cumprirá a decisão da Justiça. Contudo, garantiu que governo irá priorizar o diálogo como ferramenta principal para evitar conflitos.

Conforme o governador, os demais pontos levantados pela categoria são pertinentes, sendo que muitos já estão sendo executados dentro do programa Transforma Mato Grosso, que prevê três mil ações até o final do ano. A Seaf, por exemplo, está fazendo um levantamento para resolver a questão hídrica dos 700 assentamentos do Estado.

Outra ação em andamento é a utilização de produtos da agricultura familiar nas escolas e nos presídios. "Quando começamos, 13% dos alimentos consumidos nas escolas vinham dos assentamentos, agora estamos subindo para 30%, sendo que em algumas escolas da Baixada Cuiabana a taxa é de 50%. Já abrimos 20% para o sistema prisional. Eu acredito que quando se fala do setor produtivo, não se pode deixar de lado a agricultura familiar", destacou Taques.

Antônio Carneiro, membro da direção estadual do MST, aprovou a iniciativa do Governo do Estado de dialogar com movimento. Porém, afirmou que o Estado ainda não possui recurso próprio para todas as melhorias solicitadas. "Estamos acreditando e confiando que o governo vai manter sua palavra, que é um defensor, e vai buscar viabilizar".

Os trabalhadores se comprometeram em entregar um levantamento mais detalhado sobre as condições dos assentamentos para o secretário de Agricultura Familiar, Suelme Fernandes. Eles também deverão agendar uma reunião com a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) para tratar das questões.

Para o secretário Suelme Fernandes a reunião é um marco, uma vez que há mais de 12 anos a categoria não tinha abertura dentro do Palácio Paiaguás, além de ser uma pauta estratégica para o desenvolvimento futuro de Mato Grosso. "Em apenas sete meses não dá para resolver tudo, mas há uma boa fé e uma boa vontade de tratar a agricultura familiar como uma pauta estratégica do governo. Vamos atrás dos parceiros para poder ajudar a bancar esse investimento, Governo Federal tem participação nisso e os municípios também".