CUSTEOU EVENTO

Prefeito Zé do Pátio é alvo do MPE mais uma vez por licitar e pagar por “Rondonfolia”

A suposta improbidade administrativa foi descoberta após vestígios de que empresas contratadas para o evento, receberam direcionamento e valores antecipados. O MPE visando resguardar os valores empregados, pediu a indisponibilidade de bens

por Da Redação

18 de Agosto de 2020, 10h27

Gazeta MT
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O prefeito de Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá), Zé do Pátio (SD) está sendo alvo de mais um inquérito instaurado pelo Ministério Público (MPE-MT), por supostas irregularidades que resultaram na realização de um evento que ficou conhecido por se chamar “Rondonfolia”.

As informações do documento são reveladas em uma matéria do site MídiaNews.

No inquérito, assinado pelo promotor de Justiça Wagner Antônio Camilo, estão sendo apontados direcionamento de empresas e enriquecimento por meio de pregões presenciais.

Na ocasião teriam sido celebrados dois pregões presenciais, um para favorecer a empresa Gileno Gomes De Almeida. ME, e o outro para contratar serviços de trio elétrico.

Acontece que caberia a empresa ‘Gileno’ realizar o evento sem que o município disponibilizasse qualquer verba para custeio, o que gerou danos ao erário de pouco mais de R$ 282 mil.

O promotor ainda apontou que a contratação dos trios para o Carnaval custou R$ 168 mil e que às empresa prestadora do serviço Mega Sound Publicidades e Eventos LTDA e Metalismã Aluguel de Máquinas LTDA – ME, receberam os pagamentos antes da execução do contrato, cerca de 18 dias antes do evento.

Os atos, para o promotor, evidenciaram o direcionamento e enriquecimento. Tudo foi feito no ano de 2017.

O promotor ainda destacou que o então secretário de Cultura, Humberto Campos e o prefeito Pátio, foram “generosos” com a empresa Gileno, no sentido de promover o enriquecimento.

Naquele ano, a empresa alugou o estacionamento do Estádio Luthero Lopes ao valor aproximado de R$ 5 mil, e ainda lucrou com a locação de camarotes, estacionamentos e vendas de bebidas.

Por isso, o MPE quer que o prefeito, o secretário de Cultura, o secretário de Finanças, Rodrigo Silveira Lopes, e os empresários Gileno Gomes de Almeida, Wellington José Jorge e Eredite Pereira dos Santos, e suas respectivas empresas, se tornem réus no processo e restituem o caixa público.

Diante disso, foi pedido pelo promotor a indisponibilidade de bens dos responsáveis.