Ataques à cúpula do PDT podem mudar planos de Pedro Taques para 2014
18 de Setembro de 2013, 14h50
O senador Pedro Taques (PDT) ganhou pontos importantes junto a opinião pública ao cobrar a apuração e punição dos responsáveis pelo desvio de recursos no Ministério do Trabalho, mas pode ter ferido de morte seu projeto de disputar o governo de Mato Grosso pela legenda trabalhista.
O rombo no Ministério pode passar dos R$ 400 milhões e varias lideranças do partido são suspeitas de envolvimento no caso - entre elas o próprio presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Os caciques não gostaram nadinha das declarações de Taques e podem retaliar negando a ele a indicação para a candidatura no ano que vem. A situação é tão crítica que aliados do senador já admitem que ele pode trocar de partido.
Para não perder o mandato, Taques deverá migrar para uma das novas legendas em processo de criação. A preferência seria pela Rede, de Marina Silva. Outra opção é o Solidariedade, do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical.
"Vai depender do andamento dos processos destes partidos na Justiça Federal e, claro, da própria direção nacional do PDT", revelou uma fonte do Buxixo.