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PPS cobra transparência e pode abrir discussões sobre candidatura alternativa ao governo

Decisões foram tomadas durante reunião realizada no fim de semana em Rondonópolis; legenda já não descarta candidatura própria

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19 de Janeiro de 2014, 20h21

PPS cobra transparência e pode abrir discussões sobre candidatura alternativa ao governo
PPS cobra transparência e pode abrir discussões sobre candidatura alternativa ao governo

PPS reclama da condução adotada por Taques na discussão das candidaturas majoritáriasO Partido Popular Socialista (PPS) vai cobrar mais transparência nas articulações sobre a formação da aliança visando apoiar a candidatura do senador Pedro Taques (PDT) e não descarta a possibilidade de abrir conversações independentes com grupos interessados em patrocinar uma 'terceira via' na disputa pela sucessão estadual em Mato Grosso. O assunto foi discutido numa reunião dos diretórios estadual e municipal na última sexta-feira (17) em Rondonópolis e as decisões serão comunicadas aos dirigentes do Movimento Mato Grosso Muito Mais nesta semana.

Lideranças que participaram da reunião revelaram que o partido está insatisfeito com a condução adotada até aqui pelo senador Pedro Taques. Consideram que, apesar de ter sido um dos fundadores do MMM, o partido não tem sido ouvido e temem prejuízos futuros com o fortalecimento de possíveis adversários em 2016 - como o ex-prefeito Adilton Sachetti, cotado para ocupar a vaga de vice-governador.

"Fizeram um malabarismo levando o Sachetti para o PSB e agora querem empurrá-lo goela abaixo de todos, sem levar em conta a opinião das lideranças que foram responsáveis pelo crescimento do MMM e pela eleição do próprio Taques ao senado. Não vamos aceitar isso", declarou uma liderança ouvida pela reportagem.

Os socialistas também reclamam do distanciamento de Pedro Taques e da atuação do deputado Zeca Viana (PDT), que tem atuado como uma espécie de porta-voz do senador. Para eles, Viana tem agido com truculência e arrogância, o que pode causar uma implosão do MMM e inviabilizar o projeto oposicionista de eleger o próximo governador.

As fontes ouvidas pela reportagem informaram ainda que se não houver mudanças, o partido poderá lançar candidatura própria ou construir uma aliança que funcione como uma alternativa à Taques e ao grupo hoje no poder.

Não houve discussão de nomes, mas as conversas sobre essa 'terceira via' devem envolver o PT de Lúdio Cabral, e o PR do senador Blairo Maggi. Também devem ser procurados o Democratas, o PSDB e outras legendas que estariam sendo desprezadas dentro do movimento Mato Grosso Muito Mais.